segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Anos 90 do futebol português...

Porque a entrevista de Jorge Coroado fala por assim, deixamos aqui alguns pedaços interessantes:


1. Após o Benfica v Torreense 1991/92, com arbitragem polémica:
"No final do jogo, o Gaspar Ramos convidou-me para ir à sala de imprensa e aceitei. Cheguei lá e não havia nem um jornalista, só sócios do Benfica. Saí logo, claro."

2. E há sempre aquele Benfica-Sporting de 1995.
Que processo, esse. Bem kafkiano.

O vermelho ao Caniggia, porquê?
A ideia é dar um amarelo ao Caniggia e outro ao Sá Pinto, por troca de empurrões na sequência de uma falta perto da área do Benfica. Só que o Caniggia insulta-me. Chama-me ‘filho da puta’ e manda-me para a ‘puta que te pariu’. Dei-lhe o amarelo. Depois ouvi isso e dei-lhe vermelho direto. O que as pessoas pensaram foi que eu me tinha enganado. Que eu julgava que ele já tinha amarelo e que portanto foi segundo amarelo. Nada disso. Foi amarelo, o primeiro dele naquele jogo, e depois o vermelho direto, porque não aceito insultos de ninguém. Seja em português ou em castelhano.

E depois?
Na cabina do árbitro, o Gaspar Ramos [dirigente do Benfica] estava muito nervoso e incontrolável. Pedi-lhe então que se retirasse. É verdade que aquela casa [Estádio da Luz] era dele, e ele até era delegado ao jogo, pelo que podia estar ali mas não naquele estado, mas aquele espaço era meu.

A verdade é que a FPF instaurou-lhe um processo?
Já lhe disse que foi kafkiano, não já?

Então?
Mal entrei na sala para depor, o relator do processo [Sampaio Nora, do Conselho de Justiça da FPF, pertencente à lista de Vale e Azevedo para as presidenciais do Benfica uns anos depois] disse-me para estar tranquilo porque não gostava de mim.

Entrada a pés juntos?
É como lhe digo: já se passaram tantos anos que ainda nem sei se hei-de rir ou de chorar. Foi um processo kafkiano.

E os jogadores, colaboraram?
Os do Benfica defenderam a sua dama. Do Sporting, só houve um que me defendeu e disse o que tinha ouvido. Foi o Sá Pinto. Os outros encolheram-se. Como o Marco Aurélio, aquele central. [Jorge Coroado começa a falar com sotaque brasileiro]. ‘Eu até ajudava você, Coroado, mas não sei o dia de amanhã, né?’ Em resumo: eles tinham medo de dizer o quer que fosse porque isso hipotecava o futuro deles. Conclusão: a FPF anulou esse jogo e promoveu um outro, de repetição, no Restelo, que a FIFA desvalorizou. Nas contas finais desse campeonato 1994-95, o jogo que conta é o meu.




Uma adenda do Record:
"Numa decisão raramente vista, o Conselho de Justiça da Federação decidiu repetir a partida. Águias e leões enfrentaram-se novamente a 14 de junho, no Restelo. Dessa vez a vitória sorriu ao Benfica por 2-0, com um bis do brasileiro Edilson, naquela que foi a última partida de águia ao peito.

Sobre o jogo, Record escreveu: “Foi uma vitória de ‘pirro’, mas foi. O Benfica, por artes mágicas do CJ, aproveitou a oportunidade para transformar a derrota na Luz (1-2) num triunfo claro (2-0) sobre o eterno rival de Alvalade e conseguiu dar uma pequena alegria aos seus desmoralizados adeptos que, como era de esperar, viraram as costas ao dérbi. Como os do Sporting fizeram o mesmo, o Restelo apresentava um aspecto desolador, quase vazio. Uma tristeza!”

No entanto, a partida de repetição nem para a história ficou, pois dias mais tarde a FIFA decidiu contrariar a decisão da FPF e o jogo foi anulando, voltando tudo à estaca zero e ficando o Sporting com os três pontos. Terá sido mesmo o(s) dérbi(s) mais invulgar(es) da história."



QUALQUER SEMELHANÇA COM A ACTUALIDADE É PURA COINCIDÊNCIA...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Formação Made in Seixal

Nos últimos dias temos assistido a uma avalanche de erros cometidos por novos árbitros, formados localmente no Seixal. Atente-se por exemplo neste jogo protagonizado pela nova estrela dos vermelhos, Bruno Vieira (curioso o apelido):

Reparam como nos últimos minutos foi capaz de validar um golo ilegal ao benfica e duas grandes penalidades contra a equipa da casa. Porque teve este árbitro este comportamento? Vejamos:


O que se encontrava a festejar este jovem prodígio da arbitragem nacional? A vitória do benfica sobre o Marítimo.

Reparem na "mural" deste senhor. Caso chegue à primeira divisão, pedirá para não arbitrar jogos do benfica. Parece que isso não inclui os jogos da sua equipa B. Provavelmente conseguiu cumprir o seu sonho de criança de vestir de vermelho...

Quando parecia que a coisa não podia melhorar, eis que se revela esta pérola:
Quem é este senhor? O prodígio da arbitragem responde:

Ou seja, esta figura de nome Bruno Vieira, é filho do famoso árbitro de hóquei em patins Jaime Vieira, conhecido pelos seus constantes roubos a favor do benfica. Vá-se lá saber porquê...

Este é apenas um dos muitos exemplos que poderíamos ir buscar, são vários os ex-membros de claques que o benfica foi colocando ao longo dos anos no seio da arbitragem portuguesa, cada vez mais teremos exemplos como este no primeiro escalão.

Cabe-nos a nós combater este gigante polvo, este manto protector, de forma a limpar de vez esta sanguessuga que chupa tudo à sua volta. Se queremos que nos respeitem, temos de merecer esse respeito. Não será com atitudes destas que o conseguiremos:


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Resoluções de ano novo para o Jorge Nuno

Aproveitando para desejar a todos um bom 2017, deixo aqui uma lista de resoluções para o Jorge Nuno para o corrente ano:

  • Provavelmente seria boa ideia passar menos tempo em Santo Tirso e mais no Porto (não foi ao treino aberto por motivos de agenda, uma pessoa que ganha mais de meio milhão de euros por ano?!)
  • Seria interessante que começasse a ser mais incisivo na defesa do clube como fazia o seu antecessor Pinto da Costa
  • Evitar rir-se em jogos que estão a correr manifestamente mal, quer por culpa própria, quer por culpa de outros (por exemplo no da taça da liga contra o moreirense)
  • Expulsar de vez o seu filho Alexandre dos corredores do Dragão, como fez anteriormente o seu antecessor Pinto da Costa
  • Correr com todos os chupistas que abundam no Dragão
  • Acabar com as comissões
  • E por fim, ganhar vergonha na cara e DIMITIR-SE!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O Sindicatos dos Jornalistas

Por estes dias muitos se tem falado do Sindicato dos Jornalistas. Depois do nosso jogo com o Chaves, logo este se levantou para falar de pressões sobre os jornalistas no Estádio do Dragão. Mas como se veio a provar, estes sim tiveram um comportamento erróneo e provocador para com os Portistas e deveriam sim ser proibidos de frequentar o Estádio do Dragão em acontecimentos futuros. 
Em concreto falamos de dois casos. Da jornalista da Agência Lusa que se aproveitou da sua carteira para assistir gratuitamente ao jogo e torcer pelo Chaves, tendo comemorado efusivamente o golo desta equipa. E falamos também do jornalista da TSF que se armou em forte perante alguns adeptos Portistas. Comportamentos portanto totalmente inaceitáveis e que o clube não pode aceitar. Na casa deles, podem fazer o que quiserem, mas aqui não.

Mas o que nos levou a abordar este caso foi o comportamento do Sindicato dos Jornalistas. Como todos sabem, o nosso clube é diariamente atacado por tudo que é jornais e tvs, não havendo da parte destes o cumprimento do código deontológico de qualquer profissional que se intitule jornalista. Já foram feitas ameaças a dirigentes do FC Porto, já se desejou a morte destes em directos. Enfim, quando do lado atacado se encontra o FC Porto, tudo se permite. Mas quando este apenas se limita a pedir para que estes se moderem, sai de lá um comunicado. 

Da nossa parte continuaremos a atacar todos que nos tentem denegrir e atacar, sejam jornalistas, advogados ou comerciantes de pneus.

PS: Deixamos aqui o comunicado do FC Porto sobre este caso.

O Sindicato dos Jornalistas acusou o FC Porto de “clima de intimidação” no Estádio do Dragão. A acusação para lá de gratuita é absolutamente mentirosa e não honra um órgão que devia zelar por tão nobre profissão. 

Porque põe em causa o bom nome do FC Porto obriga a um esclarecimento público.

Vamos aos factos: na segunda-feira, durante o jogo com o Chaves, registaram-se dois incidentes. Primeiro, uma jornalista em serviço pela agência Lusa festejou o golo do Chaves, o que o FC Porto considera um comportamento incorreto. Mais tarde, um jornalista em serviço para a rádio TSF, entrou em diálogo com adeptos que estavam um pouco exaltados com o desenrolar do jogo, que como sabemos foi cheio de polémica, comportamento que o FC Porto também considera incorreto.

Nunca em momento algum o FC Porto intimidou fosse de que forma fosse qualquer destes dois jornalistas ou outros, como podem atestar todos os jornalistas que estavam na bancada de imprensa do Estádio do Dragão. Mais, porque a segunda situação foi a que gerou mais efervescência, a preocupação imediata foi garantir que o jornalista pudesse sair do Estádio sem qualquer problema, o que veio a acontecer, como certamente o próprio jornalista confirmará se a direção do sindicato se der ao trabalho de o contactar – eu sei, saber a verdade é uma chatice quando a verdade contraria os fins que queremos atingir.

No dia seguinte, fui contactado pelo diretor da TSF, o jornalista Arsénio Reis, a quem transmiti que era importante perceber que não é razoável jornalistas entrarem em diálogo com a bancada, mesmo que estejam a ser insultados, como parece ter sido o caso. Arsénio Reis disse que era da mesma opinião, expressou o seu ponto de vista, fez as críticas que entendeu, ouviu o nosso ponto de vista e o assunto ficou encerrado para ambas as partes, sem beliscar as relações normais entre uma instituição como o FC Porto e um órgão de media com prestígio e história no nosso país. Hoje mesmo, ao final da tarde, quando tomei conhecimento do comunicado do Sindicato dos Jornalistas, fui eu que liguei ao diretor da TSF, para lhe perguntar se tinha sido contactado pelo sindicato para obter algum esclarecimento. A resposta, que me autorizou a tornar pública, foi que oficialmente não houve qualquer contacto com a direção da TSF, nem com o jornalista em causa, desconhecendo também algum contacto informal, mas não podendo garantir porque tinha estado em reunião prolongada. 

Vamos agora à história da agência Lusa. Uma jornalista devidamente acreditada para o jogo pretendeu à chegada sentar-se num outro lugar que não o que lhe estava previamente atribuído e que era junto aos dois colegas do mesmo órgão também acreditados para o jogo. A pretensão foi-lhe negada, sendo-lhe indicado o lugar, apesar da insistência de jornalistas amigos, em serviço para órgãos da imprensa regional de Chaves. Mais tarde, durante o jogo e momentos após o golo do Chaves, a mesma jornalista foi vista a cerrar o punho, em gesto de celebração do golo.

O FC Porto, através do seu presidente e através do Dragões Diário, nesse dia assinado por mim, condenou o comportamento de ambos os jornalistas. E condenou-o porque este género de atitudes são ou podem ser o rastilho para acontecimentos incontroláveis, especialmente se forem vistos por adeptos.

Uma breve averiguação permitiu perceber uma série de coisas em relação a este caso e essas sim deviam preocupar e muito o Sindicato dos Jornalistas se porventura ainda houver por lá alguém capaz de fazer jornalismo.

O Sindicato dos Jornalistas acha um comportamento aceitável e adequado um jornalista celebrar um golo durante um jogo de futebol? O Sindicato dos Jornalistas não quis ouvir o FC Porto e ouviu alguém? Ouviu os colegas da jornalista, que estavam sentados nos lugares adjacentes? Ouviu outros jornalistas presentes no local? A jornalista estava em trabalho ou aproveitou o expediente de pedir uma acreditação para ir ver o jogo? Estará a direção da agência Lusa disponível para tornar pública a agenda de marcação de serviços desse dia, onde se poderá, sem quaisquer dúvidas, aferir-se se a jornalista fala verdade ou mente quando diz que foi em trabalho? Procurou o Sindicato dos Jornalistas saber se a jornalista pediu para lhe deixarem escrever um texto para justificar a presença na bancada de imprensa? Porque se trata do Sindicato dos Jornalistas e não dos metalúrgicos ou dos engenheiros, com todo o respeito por todas as profissões, não era expetável um especial cuidado na acusação mentirosa que faz ao FC Porto? 

A falta da atenção que esta direção sindical tem merecido dos seus próprios associados gerou-lhe o chamado síndrome de Pinóquio: o desprezo provoca-lhe agitação quando divisa algum possibilidade de chamar à atenção e essa hiperatividade infantil acaba por denegar os mais elementares princípios do jornalismo, como o do contraditório, assim transformando factos em efabulações apenas para tentar provar que existe...

Esta direção sindical mente. E mente porque não quer saber a verdade. E não quer saber a verdade porque essa não lhe garante ser citada. E não sendo citada, esta direção sindical permanece hibernada em relação aos grandes problemas do jornalismo. Que seguramente não são meras questiúnculas de comadres.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O FC Porto está vivo!

Ontem tentaram definitivamente acabar com o campeonato. Depois de terem arrumado com o sporting da luta, tinha chegado a vez do nosso clube. Felizmente os nossos jogadores e os nossos adeptos (todos, não apenas os "verdadeiros portistas) demonstraram que estão prontos para a luta e que não vão desistir tão facilmente. Chegamos a uma altura em que nem vale a pena discutir todas as questões que envolvem o nosso clube. Já sabemos que a época não foi bem delineada, que as prioridades actualmente são outras mas o que é demais enjoa. E ontem chegamos ao limite. Reparem bem na análise do Tribunal d' O JOGO (carreguem na imagem para aumentar):

São lances e mais lances que em caso de dúvida o FC Porto é prejudicado. Ainda ontem aquando do golo anulado, João Silva, funcionário do Hospital de Gaia e benfiquista ferrenho, se ria com aquele ar de nojo. Jorge Nuno e bem veio falar da arbitragem. Veio tarde é certo, mas melhor que o silêncio que imperou durante todo este tempo.

Outra factor que o clube devia ter em conta e que actualmente é bastante importante são os comentadores televisivos. Como é possível que o Serrão ontem tenha permanecido calado enquanto o Guerra e o outro afirmavam à cara podre que o FC Porto tinha sido beneficiado? Estes programas condicionam e muito a arbitragem, é uma arma que não podemos dispensar.

Por fim é essencial denunciar o dinheiro vermelho que circula de norte a sul. Veremos se o Chaves joga com tanto afinco a sul...


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O presidente das vitórias



Ontem fomos brindados com mais uma entrevista do Jorge Nuno. Como tem sido hábito nos últimos anos, Jorge Nuno apenas aparece quando a equipa vence e faz uns joguitos em condições. Mas vamos ao que interessa, ou seja, os pontos abordados por Jorge Nuno:

  • “É natural quando não se ganha e os nossos adeptos estão habituados a ganhar. Mas nunca senti contestação, até senti um grande apoio dos verdadeiros portistas, como as claques Super Dragões e Colectivo.”
Para Jorge Nuno, apenas os membros da claque são verdadeiros portistas. Sugiro que os restantes adeptos deixem de ir ao Estádio, veremos se a coisa corre bem. 

  • “Não estamos em primeiro lugar por fatores externos ao futebol e ao que se passa dentro do campo” Um pouco mais à frente. “Não se pode ao fim de dez jornadas fazê-lo em consciência, não só ao Fontelas Gomes, que não decide sozinho. É prematuro estar a fazer comparações.”

Como ficamos? Fontela Gomes tem ou não influência no percurso do campeonato até agora? Se perguntarmos a qualquer portista a sua opinião, esta será facilmente dada. Jorge Nuno parece estar condicionado por algo externo, com uma oportunidade de ouro para atacar a liderança dos vermelhos, que jogam sempre com catorze, preferiu ficar calado que nem um rato.

  • "O Rui Pedro só está no FC Porto em virtude da empresa onde Alexandre Pinto da Costa era sócio. O jogador, aos 14 anos, queria um emprego para o pai, que é uma pessoa séria e que estava à procura de trabalho. Ele não queria dinheiro, queria trabalho. Essa era condição para continuar no clube. O Alexandre falou-me nisso e e falei com o meu amigo Américo Amorim, que está ligado ao negócio das cortiças. O problema ficou resolvido e hoje ele joga na equipa principal. Agora eu pergunto: devia ter deixado o Rui Pedro ir embora só porque o Alexandre é meu filho? Só na cabeça de um maluco.”
Vamos ver se nos entendemos. O puto queria um emprego para o pai para continuar no clube. Porque foi o parasita falar com o Rui Pedro? Não temos um departamento na formação que trate destas questões? Ou somos burros, ou querem-nos fazer de burros. Mas é difícil acreditar nesta história. Deve querer deixar o parasita bem visto…

  • "Julguei que Lopetegui estava a confundir o Adrián com o Maradona. Não tenho culpa que o Lopetegui e Jorge Mendes tenham posto aqui o Adrián López. "
Isto é algo que se diga de um jogador do nosso clube? É ele o culpado de toda esta situação? Alguém obrigou Jorge Nuno a contratá-lo? Será que o balneário vai gostar destas declarações a um colega e amigo? O Jorge Mendes e o Lopetegui apontaram-lhe uma pistola a obrigá-lo a contratar Adrián Lopez?

Resumindo, foi mais uma entrevista absurda, na linha do que tem sido nos últimos anos. Longe vão os tempos em que uma entrevista de Pinto da Costa criava um reboliço em Portugal, agora as do Jorge Nuno nem comentários merecem. 

    segunda-feira, 21 de novembro de 2016

    Lógica nenhuma

    Passado uns dias após mais uma desilusão, já estamos a ficar tão habituados que já parece normal, há que começar a apontar baterias para a Liga dos Campeões e se o jogo de Chaves foi bom para alguma coisa foi foi para perceber que há jogadores que não tem a mínima qualidade para jogar no Futebol Clube do Porto. 

    O caso mais flagrante é Laurent Depoitre contratado no último defeso por um valor a rondar seis milhões de euros a pedido de Nuno Espirito Santo, um jogador que Pinto da Costa não conhecia, mas que como Nuno pediu ele decidiu atender ao pedido, algo que meses antes tinha prometido não voltar a fazer. Um jogador de 90 kg's e 1,91 que não sabe dar um pontapé numa bola, mas que é a nossa única alternativa a André Silva de 21 anos. 

    Mas também serviu para perceber outras coisas, como por exemplo que Nuno Espirito Santo prefere ter Varela em campo que Brahimi o que me faz pensar que ou Nuno está a brincar aos treinadores, ou não faz ideia do que está para lá a fazer... Se calhar um pouco dos dois.

    Nas épocas passadas falou-se  muito da falta de entrega dos jogadores no jogo, a verdade é que este ano entrega não tem faltado, os jogadores disputam todas as bolas, lutam, são aguerridos, não desistem, apenas não fazem ideia do seu papel em campo, mas fora isso está tudo perfeito. Ver um jogo do Futebol Clube do Porto esta época parece uma daquelas partidas ao fim de um dia de trabalho por parte de um grupo de amigos, tudo ao molho e fé em Deus, o que importa é que  no  fim se vai cansado para casa e que nos divertimos. 

    Nas conferências de imprensa ou entrevistas, como aquele aglomerado de nada de uma hora que serviu para adormercer toda a audiência do Porto Canal há uns dias atrás, Nuno repete incansavelmente a palavra ideia para se referir à ideia de jogo que tem  pensada para a sua equipa transversal a sistemas e a jogadores. Hoje sabemos que a  utilização dessa palavra não passa de uma forma de camuflar a falta dela, com a utilização da palavra ideia consegue dizer tudo e nada ao mesmo tempo (nisto Nuno é genial), mas ninguém anda a dormir e todos percebemos que a ideia de jogo da equipa é  uma completa utopia, não existe e não passa da referida correria louca de jogadores perdidos em campo à espera que um golo caia do céu fruto de uma individualidade que esteja em dia sim. E é aqui que surge outro facto incompreesível, se o nosso futebol não passa disto como raios um dos poucos jogadores (Brahimi) que consegue sozinho fazer mais não passa mais tempo em campo? 

    É verdade e não há como esconder que temos tido erros gravíssimos de arbitragem, só esta temporada são 12 penalties que já ficaram por  marcar fora outros lances, mas também é verdade que muitos erros têm sido cometido nas escolhas de jogadores sem qualidade e treinadores. Depoitre é um desses casos a somar a tantos outros, Nuno é outro que com a sua teimosia conseguiu deixar Brahimi de fora dos convocados para o jogo de amanhã frente ao Copenhaga. Sinceramente não sei que mal  Brahimi fez a Nuno, mas gostava de saber. Já agora também o que fez Adrián (para além de ser um jogador sem qualidade/motivação para jogar no  nosso clube) que saltou da B para titular para nunca mais ser convocado de novo, ou JCT que ainda não jogou um minuto depois da excelente pré-época. Também gostava que Nuno explicasse porquê que Evandro que ainda só tinha alinhado seis minutos esta época foi opção em Chaves... Enfim... Queria  que ele explicasse a lógica das decisões que toma, porque pelo menos falo por mim, não consigo entender lógica nenhuma... Ou então entendo, está ao nível dos desenhos que faz. Se calhar é por isso que os jogadores nunca percebem nada!

    Caro Nuno Espirito Santo parece que afinal a falta de jeito para o desenho não é o teu único problema, mas pelo menos podes sempre escrever um destes:


    Despeço-me com desejos de boa sorte para ti longe deste clube, com votos de que desapareças em breve juntamente com quem te colocou ai e que parece cada vez menos preocupado com o futuro do clube! 

    sexta-feira, 18 de novembro de 2016

    MATEM O CAPELA!

    A PARTIR DE HOJE, ACONTEÇA O QUE ACONTECER É PROIBIDA A ENTRADA A ESTE FILHO DE UMA GRANDE PUTA EM JOGOS DO PORTO.



    MAS NÃO HÁ JOGO EM QUE ESTE FILHO DA PUTA NOS APITE QUE NÃO NOS ROUBE DESCARADAMENTE? HOJE SÃO TRÊS PÉNALTIS E O JOGO AINDA NEM ACABOU! TRÊS! 

    MATEM-NO CARALHO! 

    segunda-feira, 7 de novembro de 2016

    The H Word

    Estava para colocar como título de artigo de hoje Herrera Over, mas tendo em conta que o meu colega já tratou de colocar o nome do nosso capitão no título do artigo dele tive que  escolher outro mais indireto.

    Nos dias que correm não é fácil ser portista, o mundo futebolistico já não é como em dias passados onde dominávamos a nosso belo prazer. Hoje em dia são mais as manhãs que acordamos com um amargo de boca do que com um sorriso nos lábios. Ontem tudo se proporcionava para que hoje todos nós portistas acordássemos felizes e contentes, com uma redução pontual para o líder, contudo o malandro do minuto 90+2 que noutros tempos nos deu tanta alegria, ontem fez questão de nos tramar. Mas como sempre, vamos por partes.

    Ontem como tenho feito quase sempre nos últimos tempos desloquei-me ao Dragão para apoiar a nossa equipa e fi-lo desde o primeiro ao último minuto, mesmo estando pouco confiante em relação ao desfecho do jogo. Com o decorrer de mesmo essa confiança foi mudando, a equipa entrou à Porto, a meter o pé, a querer, a lutar por todas as bolas, a criar perigo e a ter situações de golo claras podendo chegar ao intervalo com dois ou três golos de vantagem não fosse alguma displicência dos avançados especialmente Corona e André Silva e um erro do árbitro, como já vem sendo habitual que nos tirou um golo limpo (ou não dependendo da equipa que seria beneficiada/prejudicada com essa situação). Chegamos ao intervalo com um domínio avassalador, mas a falta de maturidade do nosso ataque impediu que tal acontecesse. 

    A falta de maturidade da equipa na frente de ataque era de resto o que me fazia duvidar de conseguirmos alcançar um resultado positivo, não só no jogo de ontem, como no campeonato em geral. Ainda assim, na segunda parte  voltamos a entrar mandões e finalmente chegamos ao golo por Diogo Jota que outrora foi na nossa rede social bastante criticado aquando da sua contratação, mas que festejou um golo como um verdadeiro Dragão e o jogou mudou... O Benfica tentou arriscar mais ainda que sempre sem perigo e o Porto encolheu-se tentando alguns contra-ataques que por sinal foram criando perigo suficiente para mais uma vez merecermos melhor sorte. Mas sentiu-se que após o golo perdemos o controlo do jogo e a entrada de Rúben Neves para tentar segurar mais o meio campo não foi por acaso. Até ao final o jogo foi um tu cá tu lá, mas quase sempre sem perigo para nenhum dos lados, o Porto estava a defender bem todas as bolas paradas e tudo parecia caminhar para um resultado curto, mas suficiente para levar os três pontos que não seria nada mais nada menos que justíssimo perante um Benfica que até ao golo apenas estava a jogar com o relógio.

    Pinto da Costa que durante a semana disse que a equipa ganharia de certeza se os profissionais do assobio ficassem em casa, não se pode queixar de falta de apoio. De resto os adeptos ontem tiveram mais unidos do que nunca a apoiar do primeiro ao último minuto com uma sede e fome de vitória enormes que passaram para dentro do campo em que ninguém pode apontar o que quer que seja (de resto algo que já se viu noutros jogo como por exemplo no campo do Vitória na semana passada). E como referi, tudo parecia perfeito até que Nuno faz o disparate de colocar Herrera em campo, outro jogador que foi bastante elogiado por Pinto da Costa durante a semana.

    E disparate por dois motivos, primeiro porque é uma substituição aos 87 minutos (porque não depois dos 90?) segundo porque entra Herrera e não Brahimi, o único jogador com capacidade de reter a bola, ganhar  segundos e faltas importantes nesses minutos finais. Continua a ser incompreensível a tão pouca escassez de utilização do jogador argelino que ontem nem sequer chegou a aquecer. Depois Herrera em cinco minutos consegue fazer mais pelo Benfica que os seus jogadores em 90 participado em dois lances durante  o jogo, o primeiro logo  após entrar no qual recebe a bola num lançamento e pontapeia para Ederson oferecendo a bola ao adversário e depois tenta ganhar um pontapé de baliza chutando a bola de forma disparatada contra Eliseu que resulta  num canto que dá o golo ao Benfica e assim, toda uma exibição imaculada vai por água abaixo, primeiro num erro de Herrera, depois num erro de abordagem ao lance da defesa do Porto que tinha até então resolvido todos os lances de bola parada com classe e qualidade.

    Tinha que ser Herrera a cometer o erro, tinha que ser aquele minuto  a oferecer  o empate de bandeja ao Benfica, tinha que ser aquele momento a espetar uma facada no coração de milhares de portistas no estádio e milhões um pouco espalhados por todo o mundo. Curiosamente apesar da falta de eficácia não perdemos devido à falta de maturidade dos nossos jogadores mais jovens, mas sim à falta de maturidade de um dos mais experientes da equipa. Em tempos defendi Herrera e sempre que ele ia sendo criticado lá tentava arranjar um ou outro argumento para o defender. Depois de ontem quem orgulhosamente diz que não vendeu Herrera porque não quis devia estar preso. Herrera devia ser oferecido, com direito  a laço, não pode  nunca jogar n o nosso clube, quanto mais capitanea-lo. Pode ser muito bom rapaz e ser  esforçado, mas para jogar tem que ter qualidade, ser regular e isso Herrera não tem, nem é, definitivamente, ainda que me tenha custado três épocas e meia quase a percebe-lo. Veremos se outros o perceberam também!

    Em suma, depois do jogo de ontem o campeonato não está mais ou menos perdido do que estava antes, está mais díficil porque agora já não  dependemos de nós próprios. Mas tal como achava que não tinhamos capacidades para ser campeões caso ganhassemos o jogo, continuo a achar que não temos empatando. Uma equipa tão jovem e montada da forma que foi não pode aspirar  mais que um segundo lugar e quem sabe no ano seguinte, mantendo os nossos jogadores jovens todos e o núcleo duro da equipa possamos conseguir algo mais. Quem com a equipa que temos atualmente acha que temos capacidade suficiente para sermos campeões, não pode estar bom da cabeça, atitude, raça e querer não chega e não é o jogo de ontem que muitos querem usar como um grito de revolta daqui para a frente que o vai mudar. Já podiamos ter usado o jogo de Alvalade como grito de revolta, ou de Setúbal e não conseguimos. Neste momento o Porto não tem capacidade para dar um grito do que quer que seja que se traduza numa sequência de vitórias importante. Em 17 jogos esta temporada temos apenas 10 vitórias, 58%, é muito pouco para uma equipa que quer lutar por títulos.

    Não estou a deitar a toalha ao chão, apenas estou resignado, quero que a equipa ganhe títulos, mas entendo perfeitamente caso não consiga. Até quando jogamos bem perdemos pontos! Não importa se por demérito nosso ou influência de arbitragem. A verdade é que jogamos bem em todos os jogos que perdemos pontos e perdemos. Não dá para mais? Acredito que com uma equipa tão jovem não dá mesmo, a ver vamos o que o futuro nos estará, quem derá que eu esteja tão errado como estive com o Herrera!

    P.S: Palavra de apreço também a Corona que a falhar da forma que falha, quer na cara do golo quer a cruzar e a publicar no Instagram como se nada fosse  como aconteceu depois do jogo de Setúbal, vai longe!