segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sem margem para errar

Preparem-se para mais um ano díficil, porque pela terceira época consecutiva voltamos a não ter qualquer tipo de margem para erro.

Num campeonato nacional disputado a três voltamos a ter um líder isolado com 5 pontos de avanço para o segundo classificado e mais um jogo de abébias dadas pelas equipas de arbitragem. Tal como nas duas épocas anteriores o líder é mais líder fruto da farsa que são as arbitragens portuguesas do que propriamente por jogar alguma coisa e contabiliza o seu terceiro jogo seguido com decisões importantissimas decidadas a favor pela equipa de arbitragem com influência no resultado.


Por outro lado, o Futebol Clube do Porto continua a contar com arbitragens muito permissivas quando estamos perante faltas do adversário e arbitragens bastante rigorosas perante faltas do Futebol Clube do Porto especialmente no que a nível de disciplina diz respeito. Felizmente ontem o Maxi conseguiu terminar a partida sem amarelos.

Posto este cenário que se tende a repetir não há margem para dúvidas que se quisermos ganhar alguma coisa não podemos facilitar em jogo algum pois os adversários mesmo facilitando de uma forma ou de outra acabarão por ganhar.
 
Em relação ao jogo de ontem trata-se de uma boa e importante vitória do Futebol Clube do Porto, a única equipa que quis ganhar durante a partida e que enfrentou  um Setúbal defensivamente personalizado e consciente daquilo que queria fazer em campo. 

Ao longo do jogo o Porto contou com ínumeras oportunidades de golo negadas pela barra, pelo guarda-redes do Vitória ou por falta de pontaria. O tempo passava e a bola não entrava e nas bancadas já se temia que a falta de eficácia pudesse voltar a tirar-nos a merecida vitória. 

Mas uma raça e uma vontade de ganhar como há muito não se via, bem como a energia dum público sedento de vitória que ajudou a empurrar a equipa levou a que tudo mudasse e a bola finalmente entrasse. A entrada de Osvaldo acaba por ser decisiva pois ajudou a arrastar os defesas do adversária e a arranjar espaço que foi finalmente aproveitado por Aboubakar. O camaronês volta assim aos golos no campeonato esperando-se que tenha posto fim à seca dos mesmos regressando agora o avançado das primeiras jornadas. Quem se continua a destacar é Miguel Layún que depois do golo em Israel voltou a ser absolutamente decisivo. Primeiro com uma grande assistência para o golo de Aboubakar e depois com um grande golo a fechar a contagem e a dar a tranquilidade à equipa. O jogador mexicano acabou por ser mesmo considerado o MVP do encontro, não só pelo golo e pela assistência mas também pela grande entrega que tem ao jogo durante todos os 90 minutos e que vai conquistado fãs nas bancadas do Dragão.

No geral foi um jogo muito positivo da equipa portista que só pecou mesmo pela falta de eficácia que poderia ter-se traduzido numa goleada invés de um resultado que acaba por ser curto. A jeito individual aproveito para  destacar as exibições de Tello (apesar de nem sempre assertivo), Maxi Pereira, Danilo Pereira, Bruno Martins Indi que fez um jogo absolutamente extraordinário e Aboubakar porque apesar de ter falhado muito trabalhou imenso.

Por último aproveito para destacar a grande vitória na terça-feira em Israel que nos coloca com um pé nos oitavos de final da Champions League. Ainda assim é importante não desarmar e continuar a lutar pela garantia do apuramento e depois pela passagem em primeiro lugar no grupo.

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