quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O intocável e os assobios

Ao longo destes últimos tempos tenho-me deperado no Facebook do Dragão Azul com um facto particularmente interessante que é que sempre que se critica alguém da direcção a página é atacada e alguns dos nossos seguidores abandonam-na. 

Confesso que esta situação me faz um pouco de confusão ainda que seja verdade que ninguém é obrigado a seguir-nos, mas até acho que fazemos um bom trabalho estando presentes quer nos momentos bons quer nos momentos maus defendendo o nosso clube e não alguém em particular. Todavia e infelizmente para todos nós portistas, os momentos maus têm-se sucedido ao longo dos últimos anos.

Focando-me mais naquilo que tenho hoje para vos dizer quero começar por esclarecer que também para mim, tal como para muitos de vocês nossos seguidores, Pinto da Costa é sinónimo de Rei, Deus, Papá... Felizmente não tive a infelicidade de viver no período ante-Pinto da Costa em que dizem os mais antigos que eram períodos em que o clube não passa de um clube província com muito pouca expressão e 0 títulos. Eu cá já sou do período dourado, o período em que me habituei a ganhar com frequência e a ver o clube prosperar acima de todos os outros clubes em Portugal, um clube rigoroso de exigência máxima por parte de todos os elementos envolvidos sejam jogadores, treinadores, dirigentes ou massa associativa. Obviamente que também já vivi alguns momentos menos bons, mas no geral tem sido tudo momentos positivos e obviamente que muito desses momentos positivos temos que agradecer ao nosso grande presidente que fez esta semana 78 anos. 

Acreditem, nem eu nem nenhum membro da equipa do Dragão Azul somos ingratos. Devemos muito a Jorge Nuno Pinto da Costa e jamais esse incontornável nome da história do Futebol Clube do Porto deverá ser esquecido. Todavia também não andamos a dormir e a verdade é que nos últimos anos, o mesmo rigor e exigência que fez o clube chegar onde chegou parece andar em falta e têm-se sucedido alguns episódios tristes relacionados com a direcção do clube que nos faz questionar se essa mesma direcção ainda tem os interesses do clube acima dos seus próprios interesses. 

Já são demasiados episódios desde alguns negócios de jogadores, relacionamentos com empresários, alguns despedimentos e conflitos com outros dirigentes e jogadores entre outros episódios que não valem a pena ser enumerados têm deixado a sua marca. É verdade que não há factos concretos que tenha para apresentar para demonstrar algo contra corrente direcção, não tenho, nem é meu dever ter e mesmo que fizesse provavelmente não o faria e também não sou hipócrita, sei perfeitamente que se continuássemos a ganhar sucessivamente títulos como ganhávamos no passado provavelmente continuava tudo feliz e os comentários que hoje se vêm por esta Internet fora relacionados com estes temas continuavam a ser paisagem como se vivêssemos num mundo cor-de-rosa. Todavia, a falta deles acho que tem sido fatal para que comecem a surgir dúvidas sobre o rumo que a gestão do nosso clube por parte daqueles a quem esse poder lhes foi dado tem sido feita. 

Obviamente que nem tudo é mau, esta direcção continua a mostrar que ainda tem capacidades de nos surpreender... A jogada com a equipa de ciclismo, o contrato com a MEO e algumas das obras que têm sido realizadas pelo nosso clube (como por exemplo o Museu que nunca mais viu um título da equipa de futebol lhe ser depositado) demonstram isso mesmo, demonstram que ainda há pessoas a trabalhar bem na administração do nosso clube. O problema tem sido mesmo os resultados e confesso que o facto de os nossos dirigentes, neste caso o dirigente maior, apenas aparecer quando as coisas correm bem começa a deixar-me um pouco frustrado. Já o ano passado deixou quando as coisas correram bastante mal e Lopetegui era o único que dava os peitos às balas que apontava aquilo que estava a acontecer no campeonato português quando noutra altura qualquer não seria o único a fazê-lo, teria o carimbo da direcção por trás demonstrando que não andamos a dormir. E atenção que eu não defendo Lopetegui, muito pelo contrário por mim já tinha sido posto na rua o ano passado. O problema é que se calhar o problema já não começa a passar só pelo treinador porque já é o segundo seguido a falhar e mesmo Vitor Pereira teve muitas dificuldades em triunfar nunca tendo caído no goto dos adeptos. 

A imagem que a direcção passa neste momento é que está sonolenta acordando para beber o café quando as coisas correm bem e voltando a adormecer logo após tal. Confesso que não me recordo da última vez que vi uma entrevista do nosso presidente numa situação má ou a falar ao público, quando antes até era frequente e muitas vezes era a receita certa para que as coisas começassem a entrar nos eixos. 

Atenção que não quero dizer com isto que Pinto da Costa deve abandonar a presidência, não se recandidatar, entregar o clube a outro, digo apenas que se calhar está na altura de todos colocarmos as mãos na consciência e decidir aquilo que é melhor para nós e que tipo de direcção queremos e mais... Se esta ainda mantém a competência necessária para mudar o rumo que o clube tem apresentado. 

Mudando agora de assunto, aproveito para falar do jogo de ontem da Taça da Liga. Num ano em que Pinto da Costa assume claramente, dois dias antes do jogo, que temos que fazer melhor nesta Taça, depois da há uns meses ter dito que estava na altura de a ganhar, ao fim da primeira jornada da fase de grupos estamos praticamente eliminados com uma humilhante derrota em casa contra o colosso madeirense Marítimo que continua a assombrar o Porto nestes últimos anos e em especial Julen Lopetegui (é a terceira derrota em cinco jogos tendo já sido o nosso carrasco na edição passada da Taça da Liga). 

Confesso que ontem nem achei que a culpa fosse de Julen, apostou numa equipa rodada o que não me pareceu um erro crasso e também acho, tal como ele, que o onze apresentado devia ter capacidade para bater o Marítimo. De resto fomos superiores durante grande parte do jogo, mas a falta de eficácia (André Silva falhou quatro golos cantados e Aboubakar outro por exemplo) e erros defensivos infantis (Marcano desde há uns jogos para cá tem apresentado uma forma absolutamente lastimável tal como o seu compatriota Cristian Tello) deitaram tudo a perder. Todavia é notório que já não há paciência para o treinador nas bancadas do Dragão resta saber o que vai acontecer agora no domingo num jogo absolutamente fulcral. Será que a derrota será o fim da linha para Lopetegui?

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Os abutres sempre prontos a atacar

Bastou um jogo em que o árbitro errou a nosso favor, para vir toda a imprensa do regime lisboeta em peso afirmar que Jorge Sousa salvou o FC Porto. Ainda há dias tínhamos visto o sporting ser claramente beneficiado com expulsões perdoadas e com os famosos bloqueios mas claro está, isso só se vê para cima do Douro, lá para baixo a SportTV deve transmitir jogos diferentes.

Seria importante que esta escumalha, como aconteceu com Rui Rio, impedido de frequentar instalações que ele próprio quis boicotar, fosse também impedida de frequentar as nossas instalações e não fossem convidados de honra como aconteceu recentemente com o director do "jornal" A Bola na gala dos Dragões de Ouro. Outro factor importante seria combater este tipo de tratamento. Quantas vezes não vimos Pinto da Costa a denunciar e atacar este tipo de "jornalismo"? E agora, quem faz essa defesa do clube? Não vemos ninguém a defender as nossas cores como antigamente se fazia (excepção seja feita para Lopetegui, o único que durante o ano passado, perante toda aquela vergonha assistida por todos, era o único que denunciava o que se passava). Não podemos considerar o Dragões Diário uma forma eficaz de defender o clube porque tantas foram as vezes que tal já aconteceu, que ele passou naturalmente a ser ignorado e proscrito.

Já agora, em jeito de despedida, por acaso lembram-se deste jogo, arbitrado pelo famoso Bruno Paixão? Reparam nalguma coisa diferente em relação à capa? Pois, nós reparamos mas no FC Porto, SAD, provavelmente não para o seu director andar a vir passear às nossas galas...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Com nevoeiro mas sem D. Sebastião


Diz a lenda que D. Sebastião voltaria numa manhã de nevoeiro para fazer renascer Portugal. Infelizmente para o FC Porto esse factor de auto-conhecimento continua ausente. Lopetegui continua sem conseguir incutir na equipa uma ideia de jogo atacante. A equipa continua com a interminável circulação de bola sem conseguir chegar área adversária e ser mais incisivo. Se bem que caso Herrera e Aboubakar não falhassem golos feitos, já não se estaria aqui a falar nisso.

Por outro lado, se calhar temos mesmo o nosso D. Sebastião. Falo, claro está, de Jorge Sousa que caso tivesse assinalado as duas grandes penalidades cometidas por Marcano, uma ontem, outra hoje (em pouco tempo descobrimos o nosso marcador e fazedor de grandes penalidades), provavelmente o resultado teria sido também outro e estaríamos mais uma vez a discutir que Lopetegui não tem capacidade para treinar o nosso grande Porto. Assim ganha um pouco de fôlego para o que aí vem. Ou não. Bastará um mau resultado nos próximos jogos para a contestação atingir, provavelmente, níveis insustentáveis. O jogo do próximo Domingo já ajudará a esclarecer muita coisa, ainda para mais no Dragão.

PS: Uma nota final para o sorteio da Liga Europa. A sorte não esteve do nosso lado e apanhamos uma boa equipa. O Borussia Dortmund será um adversário que exigirá de nós o máximo de atenção e rigor e zero invenções. Não é nenhum bicho papão como muito li por aí. Um FC Porto competente, sério será perfeitamente capaz de os eliminar e não é algo que já não tenhamos visto com Lopetegui. Será bastante importante conseguir um bom resultado na primeira mão mas mais lá para a frente falaremos nisso. Agora o foco é outro.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A questão treinador

Muito se tem visto, quer nas redes sociais, quer nos blogues azuis e brancos, pedidos contínuos para o despedimento de Lopetegui. Pessoalmente não sou muito apologista de despedimentos a meio da época porque sei que dificilmente resolverão alguma coisa.

Nos últimos três anos, o Porto nada ganhou. O comum aqui parece ser a escolha do treinador. Ao que parece e segundo a opinião generalizada de todos os Portistas, nem Paulo Fonseca nem Lopetegui estavam preparados para assumir o cargo de treinador da equipa principal. Então se durante três anos, e mais uma vez seguindo a opinião generalizada de todos os Portistas, os treinadores não serviam, de quem é no fundo a culpa? Será normal que nos últimos três anos se tenha investido como nunca se viu, sendo até sido preciso "roubar" metade do Estádio para a SAD (mais um ou dois anos ficará definitivamente o FC Porto, clube, sem Estádio) e não se tenha ganho qualquer troféu? Acham normal saber-se que iria haver contestação no aeroporto e o máximo responsável tenha decidido sair pela porta dos fundos?

A questão que fica é que passados tantos anos em que a escolha do treinador foi mal feita e a gestão financeira do clube tem sido ruinosa, pois por um lado impede que sejam mantidos os melhores jogadores e por outro faz com que se perca património do clube, não deveriam todos os Portistas começar a reflectir sobre o que realmente desejam para o FC Porto?

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Esperança

A esperança é a última a morrer e até morrer há que lutar até ao último segundo para alcançar os objectivos.

Amanhã a partir das 19:45 é isso que se vai pedir aos jogadores que representam o Futebol Clube do Porto em pleno estádio de Stamford Bridge diante do poderoso e milionário Chelsea de José Mourinho.

A tarefa não vai ser fácil, até porque dita a história que o Futebol Clube do Porto tem bastantes dificuldades em terrenos de Sua Majestade, ainda mais difícil poderá ser porque a equipa de José Mourinho já praticamente afastada de todas as competições nacionais irá apostar tudo na Liga dos Campeões como forma de salvamento de época. Apesar de tudo este é um factor que poderá jogar a nosso favor com a equipa inglesa a poder entrar nervosa em campo e que pode acabar por ser batido por um Porto personalizado e bem consciente daquilo que tem que fazer em campo.

A atitude com que a equipa entrará em jogo será por isso fundamental para conseguirmos atingir os nossos objectivos que passam por passar à próxima fase da Liga dos Campeões e que acontecendo poderá ser logo em primeiro lugar o que nos poderá abrir boas perspectivas em relação aos quartos de final.

Este texto surge um pouco em contraste com o último e que falava do provável afastamento das competições europeias. Apesar de tudo, esse afastamento continua a ser o cenário mais provável, apenas convém tentar evitá-lo ao máximo e para o fazer é preciso lutar com a garra e chama de Dragão. 

E a verdade é que mesmo não havendo alturas perfeitas para jogar contra o Chelsea especialmente em Stamford Bridge, também é verdade que não haverá muito melhor altura que esta, uma vez que como referi o Chelsea enfrenta uma profunda crise a nível de resultados (não a nível de qualidade de jogo porque apesar de tudo a equipa de José Mourinho tem jogado para mais do que aquilo que tem obtido). Por isso, é esperar para ver o que vai acontecer e acreditar até ao fim! 

Por último creio que Julen Lopetegui apostará no seguinte onze:

Casillas, Maxi Pereira, Maicon, Bruno Martins Indi, Layún, Danilo Pereira, Ruben Neves/Herrera, Imbula, André André, Brahimi e Aboubakar que tem sido uma desilusão nestes últimos jogos falhando golos irrisórios ao mesmo tempo que erra muitos passes depois de um início de época assombroso e que prometia fazer esquecer Jackson Martinez.