quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O Sindicatos dos Jornalistas

Por estes dias muitos se tem falado do Sindicato dos Jornalistas. Depois do nosso jogo com o Chaves, logo este se levantou para falar de pressões sobre os jornalistas no Estádio do Dragão. Mas como se veio a provar, estes sim tiveram um comportamento erróneo e provocador para com os Portistas e deveriam sim ser proibidos de frequentar o Estádio do Dragão em acontecimentos futuros. 
Em concreto falamos de dois casos. Da jornalista da Agência Lusa que se aproveitou da sua carteira para assistir gratuitamente ao jogo e torcer pelo Chaves, tendo comemorado efusivamente o golo desta equipa. E falamos também do jornalista da TSF que se armou em forte perante alguns adeptos Portistas. Comportamentos portanto totalmente inaceitáveis e que o clube não pode aceitar. Na casa deles, podem fazer o que quiserem, mas aqui não.

Mas o que nos levou a abordar este caso foi o comportamento do Sindicato dos Jornalistas. Como todos sabem, o nosso clube é diariamente atacado por tudo que é jornais e tvs, não havendo da parte destes o cumprimento do código deontológico de qualquer profissional que se intitule jornalista. Já foram feitas ameaças a dirigentes do FC Porto, já se desejou a morte destes em directos. Enfim, quando do lado atacado se encontra o FC Porto, tudo se permite. Mas quando este apenas se limita a pedir para que estes se moderem, sai de lá um comunicado. 

Da nossa parte continuaremos a atacar todos que nos tentem denegrir e atacar, sejam jornalistas, advogados ou comerciantes de pneus.

PS: Deixamos aqui o comunicado do FC Porto sobre este caso.

O Sindicato dos Jornalistas acusou o FC Porto de “clima de intimidação” no Estádio do Dragão. A acusação para lá de gratuita é absolutamente mentirosa e não honra um órgão que devia zelar por tão nobre profissão. 

Porque põe em causa o bom nome do FC Porto obriga a um esclarecimento público.

Vamos aos factos: na segunda-feira, durante o jogo com o Chaves, registaram-se dois incidentes. Primeiro, uma jornalista em serviço pela agência Lusa festejou o golo do Chaves, o que o FC Porto considera um comportamento incorreto. Mais tarde, um jornalista em serviço para a rádio TSF, entrou em diálogo com adeptos que estavam um pouco exaltados com o desenrolar do jogo, que como sabemos foi cheio de polémica, comportamento que o FC Porto também considera incorreto.

Nunca em momento algum o FC Porto intimidou fosse de que forma fosse qualquer destes dois jornalistas ou outros, como podem atestar todos os jornalistas que estavam na bancada de imprensa do Estádio do Dragão. Mais, porque a segunda situação foi a que gerou mais efervescência, a preocupação imediata foi garantir que o jornalista pudesse sair do Estádio sem qualquer problema, o que veio a acontecer, como certamente o próprio jornalista confirmará se a direção do sindicato se der ao trabalho de o contactar – eu sei, saber a verdade é uma chatice quando a verdade contraria os fins que queremos atingir.

No dia seguinte, fui contactado pelo diretor da TSF, o jornalista Arsénio Reis, a quem transmiti que era importante perceber que não é razoável jornalistas entrarem em diálogo com a bancada, mesmo que estejam a ser insultados, como parece ter sido o caso. Arsénio Reis disse que era da mesma opinião, expressou o seu ponto de vista, fez as críticas que entendeu, ouviu o nosso ponto de vista e o assunto ficou encerrado para ambas as partes, sem beliscar as relações normais entre uma instituição como o FC Porto e um órgão de media com prestígio e história no nosso país. Hoje mesmo, ao final da tarde, quando tomei conhecimento do comunicado do Sindicato dos Jornalistas, fui eu que liguei ao diretor da TSF, para lhe perguntar se tinha sido contactado pelo sindicato para obter algum esclarecimento. A resposta, que me autorizou a tornar pública, foi que oficialmente não houve qualquer contacto com a direção da TSF, nem com o jornalista em causa, desconhecendo também algum contacto informal, mas não podendo garantir porque tinha estado em reunião prolongada. 

Vamos agora à história da agência Lusa. Uma jornalista devidamente acreditada para o jogo pretendeu à chegada sentar-se num outro lugar que não o que lhe estava previamente atribuído e que era junto aos dois colegas do mesmo órgão também acreditados para o jogo. A pretensão foi-lhe negada, sendo-lhe indicado o lugar, apesar da insistência de jornalistas amigos, em serviço para órgãos da imprensa regional de Chaves. Mais tarde, durante o jogo e momentos após o golo do Chaves, a mesma jornalista foi vista a cerrar o punho, em gesto de celebração do golo.

O FC Porto, através do seu presidente e através do Dragões Diário, nesse dia assinado por mim, condenou o comportamento de ambos os jornalistas. E condenou-o porque este género de atitudes são ou podem ser o rastilho para acontecimentos incontroláveis, especialmente se forem vistos por adeptos.

Uma breve averiguação permitiu perceber uma série de coisas em relação a este caso e essas sim deviam preocupar e muito o Sindicato dos Jornalistas se porventura ainda houver por lá alguém capaz de fazer jornalismo.

O Sindicato dos Jornalistas acha um comportamento aceitável e adequado um jornalista celebrar um golo durante um jogo de futebol? O Sindicato dos Jornalistas não quis ouvir o FC Porto e ouviu alguém? Ouviu os colegas da jornalista, que estavam sentados nos lugares adjacentes? Ouviu outros jornalistas presentes no local? A jornalista estava em trabalho ou aproveitou o expediente de pedir uma acreditação para ir ver o jogo? Estará a direção da agência Lusa disponível para tornar pública a agenda de marcação de serviços desse dia, onde se poderá, sem quaisquer dúvidas, aferir-se se a jornalista fala verdade ou mente quando diz que foi em trabalho? Procurou o Sindicato dos Jornalistas saber se a jornalista pediu para lhe deixarem escrever um texto para justificar a presença na bancada de imprensa? Porque se trata do Sindicato dos Jornalistas e não dos metalúrgicos ou dos engenheiros, com todo o respeito por todas as profissões, não era expetável um especial cuidado na acusação mentirosa que faz ao FC Porto? 

A falta da atenção que esta direção sindical tem merecido dos seus próprios associados gerou-lhe o chamado síndrome de Pinóquio: o desprezo provoca-lhe agitação quando divisa algum possibilidade de chamar à atenção e essa hiperatividade infantil acaba por denegar os mais elementares princípios do jornalismo, como o do contraditório, assim transformando factos em efabulações apenas para tentar provar que existe...

Esta direção sindical mente. E mente porque não quer saber a verdade. E não quer saber a verdade porque essa não lhe garante ser citada. E não sendo citada, esta direção sindical permanece hibernada em relação aos grandes problemas do jornalismo. Que seguramente não são meras questiúnculas de comadres.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O FC Porto está vivo!

Ontem tentaram definitivamente acabar com o campeonato. Depois de terem arrumado com o sporting da luta, tinha chegado a vez do nosso clube. Felizmente os nossos jogadores e os nossos adeptos (todos, não apenas os "verdadeiros portistas) demonstraram que estão prontos para a luta e que não vão desistir tão facilmente. Chegamos a uma altura em que nem vale a pena discutir todas as questões que envolvem o nosso clube. Já sabemos que a época não foi bem delineada, que as prioridades actualmente são outras mas o que é demais enjoa. E ontem chegamos ao limite. Reparem bem na análise do Tribunal d' O JOGO (carreguem na imagem para aumentar):

São lances e mais lances que em caso de dúvida o FC Porto é prejudicado. Ainda ontem aquando do golo anulado, João Silva, funcionário do Hospital de Gaia e benfiquista ferrenho, se ria com aquele ar de nojo. Jorge Nuno e bem veio falar da arbitragem. Veio tarde é certo, mas melhor que o silêncio que imperou durante todo este tempo.

Outra factor que o clube devia ter em conta e que actualmente é bastante importante são os comentadores televisivos. Como é possível que o Serrão ontem tenha permanecido calado enquanto o Guerra e o outro afirmavam à cara podre que o FC Porto tinha sido beneficiado? Estes programas condicionam e muito a arbitragem, é uma arma que não podemos dispensar.

Por fim é essencial denunciar o dinheiro vermelho que circula de norte a sul. Veremos se o Chaves joga com tanto afinco a sul...


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O presidente das vitórias



Ontem fomos brindados com mais uma entrevista do Jorge Nuno. Como tem sido hábito nos últimos anos, Jorge Nuno apenas aparece quando a equipa vence e faz uns joguitos em condições. Mas vamos ao que interessa, ou seja, os pontos abordados por Jorge Nuno:

  • “É natural quando não se ganha e os nossos adeptos estão habituados a ganhar. Mas nunca senti contestação, até senti um grande apoio dos verdadeiros portistas, como as claques Super Dragões e Colectivo.”
Para Jorge Nuno, apenas os membros da claque são verdadeiros portistas. Sugiro que os restantes adeptos deixem de ir ao Estádio, veremos se a coisa corre bem. 

  • “Não estamos em primeiro lugar por fatores externos ao futebol e ao que se passa dentro do campo” Um pouco mais à frente. “Não se pode ao fim de dez jornadas fazê-lo em consciência, não só ao Fontelas Gomes, que não decide sozinho. É prematuro estar a fazer comparações.”

Como ficamos? Fontela Gomes tem ou não influência no percurso do campeonato até agora? Se perguntarmos a qualquer portista a sua opinião, esta será facilmente dada. Jorge Nuno parece estar condicionado por algo externo, com uma oportunidade de ouro para atacar a liderança dos vermelhos, que jogam sempre com catorze, preferiu ficar calado que nem um rato.

  • "O Rui Pedro só está no FC Porto em virtude da empresa onde Alexandre Pinto da Costa era sócio. O jogador, aos 14 anos, queria um emprego para o pai, que é uma pessoa séria e que estava à procura de trabalho. Ele não queria dinheiro, queria trabalho. Essa era condição para continuar no clube. O Alexandre falou-me nisso e e falei com o meu amigo Américo Amorim, que está ligado ao negócio das cortiças. O problema ficou resolvido e hoje ele joga na equipa principal. Agora eu pergunto: devia ter deixado o Rui Pedro ir embora só porque o Alexandre é meu filho? Só na cabeça de um maluco.”
Vamos ver se nos entendemos. O puto queria um emprego para o pai para continuar no clube. Porque foi o parasita falar com o Rui Pedro? Não temos um departamento na formação que trate destas questões? Ou somos burros, ou querem-nos fazer de burros. Mas é difícil acreditar nesta história. Deve querer deixar o parasita bem visto…

  • "Julguei que Lopetegui estava a confundir o Adrián com o Maradona. Não tenho culpa que o Lopetegui e Jorge Mendes tenham posto aqui o Adrián López. "
Isto é algo que se diga de um jogador do nosso clube? É ele o culpado de toda esta situação? Alguém obrigou Jorge Nuno a contratá-lo? Será que o balneário vai gostar destas declarações a um colega e amigo? O Jorge Mendes e o Lopetegui apontaram-lhe uma pistola a obrigá-lo a contratar Adrián Lopez?

Resumindo, foi mais uma entrevista absurda, na linha do que tem sido nos últimos anos. Longe vão os tempos em que uma entrevista de Pinto da Costa criava um reboliço em Portugal, agora as do Jorge Nuno nem comentários merecem. 

    segunda-feira, 21 de novembro de 2016

    Lógica nenhuma

    Passado uns dias após mais uma desilusão, já estamos a ficar tão habituados que já parece normal, há que começar a apontar baterias para a Liga dos Campeões e se o jogo de Chaves foi bom para alguma coisa foi foi para perceber que há jogadores que não tem a mínima qualidade para jogar no Futebol Clube do Porto. 

    O caso mais flagrante é Laurent Depoitre contratado no último defeso por um valor a rondar seis milhões de euros a pedido de Nuno Espirito Santo, um jogador que Pinto da Costa não conhecia, mas que como Nuno pediu ele decidiu atender ao pedido, algo que meses antes tinha prometido não voltar a fazer. Um jogador de 90 kg's e 1,91 que não sabe dar um pontapé numa bola, mas que é a nossa única alternativa a André Silva de 21 anos. 

    Mas também serviu para perceber outras coisas, como por exemplo que Nuno Espirito Santo prefere ter Varela em campo que Brahimi o que me faz pensar que ou Nuno está a brincar aos treinadores, ou não faz ideia do que está para lá a fazer... Se calhar um pouco dos dois.

    Nas épocas passadas falou-se  muito da falta de entrega dos jogadores no jogo, a verdade é que este ano entrega não tem faltado, os jogadores disputam todas as bolas, lutam, são aguerridos, não desistem, apenas não fazem ideia do seu papel em campo, mas fora isso está tudo perfeito. Ver um jogo do Futebol Clube do Porto esta época parece uma daquelas partidas ao fim de um dia de trabalho por parte de um grupo de amigos, tudo ao molho e fé em Deus, o que importa é que  no  fim se vai cansado para casa e que nos divertimos. 

    Nas conferências de imprensa ou entrevistas, como aquele aglomerado de nada de uma hora que serviu para adormercer toda a audiência do Porto Canal há uns dias atrás, Nuno repete incansavelmente a palavra ideia para se referir à ideia de jogo que tem  pensada para a sua equipa transversal a sistemas e a jogadores. Hoje sabemos que a  utilização dessa palavra não passa de uma forma de camuflar a falta dela, com a utilização da palavra ideia consegue dizer tudo e nada ao mesmo tempo (nisto Nuno é genial), mas ninguém anda a dormir e todos percebemos que a ideia de jogo da equipa é  uma completa utopia, não existe e não passa da referida correria louca de jogadores perdidos em campo à espera que um golo caia do céu fruto de uma individualidade que esteja em dia sim. E é aqui que surge outro facto incompreesível, se o nosso futebol não passa disto como raios um dos poucos jogadores (Brahimi) que consegue sozinho fazer mais não passa mais tempo em campo? 

    É verdade e não há como esconder que temos tido erros gravíssimos de arbitragem, só esta temporada são 12 penalties que já ficaram por  marcar fora outros lances, mas também é verdade que muitos erros têm sido cometido nas escolhas de jogadores sem qualidade e treinadores. Depoitre é um desses casos a somar a tantos outros, Nuno é outro que com a sua teimosia conseguiu deixar Brahimi de fora dos convocados para o jogo de amanhã frente ao Copenhaga. Sinceramente não sei que mal  Brahimi fez a Nuno, mas gostava de saber. Já agora também o que fez Adrián (para além de ser um jogador sem qualidade/motivação para jogar no  nosso clube) que saltou da B para titular para nunca mais ser convocado de novo, ou JCT que ainda não jogou um minuto depois da excelente pré-época. Também gostava que Nuno explicasse porquê que Evandro que ainda só tinha alinhado seis minutos esta época foi opção em Chaves... Enfim... Queria  que ele explicasse a lógica das decisões que toma, porque pelo menos falo por mim, não consigo entender lógica nenhuma... Ou então entendo, está ao nível dos desenhos que faz. Se calhar é por isso que os jogadores nunca percebem nada!

    Caro Nuno Espirito Santo parece que afinal a falta de jeito para o desenho não é o teu único problema, mas pelo menos podes sempre escrever um destes:


    Despeço-me com desejos de boa sorte para ti longe deste clube, com votos de que desapareças em breve juntamente com quem te colocou ai e que parece cada vez menos preocupado com o futuro do clube! 

    sexta-feira, 18 de novembro de 2016

    MATEM O CAPELA!

    A PARTIR DE HOJE, ACONTEÇA O QUE ACONTECER É PROIBIDA A ENTRADA A ESTE FILHO DE UMA GRANDE PUTA EM JOGOS DO PORTO.



    MAS NÃO HÁ JOGO EM QUE ESTE FILHO DA PUTA NOS APITE QUE NÃO NOS ROUBE DESCARADAMENTE? HOJE SÃO TRÊS PÉNALTIS E O JOGO AINDA NEM ACABOU! TRÊS! 

    MATEM-NO CARALHO! 

    segunda-feira, 7 de novembro de 2016

    The H Word

    Estava para colocar como título de artigo de hoje Herrera Over, mas tendo em conta que o meu colega já tratou de colocar o nome do nosso capitão no título do artigo dele tive que  escolher outro mais indireto.

    Nos dias que correm não é fácil ser portista, o mundo futebolistico já não é como em dias passados onde dominávamos a nosso belo prazer. Hoje em dia são mais as manhãs que acordamos com um amargo de boca do que com um sorriso nos lábios. Ontem tudo se proporcionava para que hoje todos nós portistas acordássemos felizes e contentes, com uma redução pontual para o líder, contudo o malandro do minuto 90+2 que noutros tempos nos deu tanta alegria, ontem fez questão de nos tramar. Mas como sempre, vamos por partes.

    Ontem como tenho feito quase sempre nos últimos tempos desloquei-me ao Dragão para apoiar a nossa equipa e fi-lo desde o primeiro ao último minuto, mesmo estando pouco confiante em relação ao desfecho do jogo. Com o decorrer de mesmo essa confiança foi mudando, a equipa entrou à Porto, a meter o pé, a querer, a lutar por todas as bolas, a criar perigo e a ter situações de golo claras podendo chegar ao intervalo com dois ou três golos de vantagem não fosse alguma displicência dos avançados especialmente Corona e André Silva e um erro do árbitro, como já vem sendo habitual que nos tirou um golo limpo (ou não dependendo da equipa que seria beneficiada/prejudicada com essa situação). Chegamos ao intervalo com um domínio avassalador, mas a falta de maturidade do nosso ataque impediu que tal acontecesse. 

    A falta de maturidade da equipa na frente de ataque era de resto o que me fazia duvidar de conseguirmos alcançar um resultado positivo, não só no jogo de ontem, como no campeonato em geral. Ainda assim, na segunda parte  voltamos a entrar mandões e finalmente chegamos ao golo por Diogo Jota que outrora foi na nossa rede social bastante criticado aquando da sua contratação, mas que festejou um golo como um verdadeiro Dragão e o jogou mudou... O Benfica tentou arriscar mais ainda que sempre sem perigo e o Porto encolheu-se tentando alguns contra-ataques que por sinal foram criando perigo suficiente para mais uma vez merecermos melhor sorte. Mas sentiu-se que após o golo perdemos o controlo do jogo e a entrada de Rúben Neves para tentar segurar mais o meio campo não foi por acaso. Até ao final o jogo foi um tu cá tu lá, mas quase sempre sem perigo para nenhum dos lados, o Porto estava a defender bem todas as bolas paradas e tudo parecia caminhar para um resultado curto, mas suficiente para levar os três pontos que não seria nada mais nada menos que justíssimo perante um Benfica que até ao golo apenas estava a jogar com o relógio.

    Pinto da Costa que durante a semana disse que a equipa ganharia de certeza se os profissionais do assobio ficassem em casa, não se pode queixar de falta de apoio. De resto os adeptos ontem tiveram mais unidos do que nunca a apoiar do primeiro ao último minuto com uma sede e fome de vitória enormes que passaram para dentro do campo em que ninguém pode apontar o que quer que seja (de resto algo que já se viu noutros jogo como por exemplo no campo do Vitória na semana passada). E como referi, tudo parecia perfeito até que Nuno faz o disparate de colocar Herrera em campo, outro jogador que foi bastante elogiado por Pinto da Costa durante a semana.

    E disparate por dois motivos, primeiro porque é uma substituição aos 87 minutos (porque não depois dos 90?) segundo porque entra Herrera e não Brahimi, o único jogador com capacidade de reter a bola, ganhar  segundos e faltas importantes nesses minutos finais. Continua a ser incompreensível a tão pouca escassez de utilização do jogador argelino que ontem nem sequer chegou a aquecer. Depois Herrera em cinco minutos consegue fazer mais pelo Benfica que os seus jogadores em 90 participado em dois lances durante  o jogo, o primeiro logo  após entrar no qual recebe a bola num lançamento e pontapeia para Ederson oferecendo a bola ao adversário e depois tenta ganhar um pontapé de baliza chutando a bola de forma disparatada contra Eliseu que resulta  num canto que dá o golo ao Benfica e assim, toda uma exibição imaculada vai por água abaixo, primeiro num erro de Herrera, depois num erro de abordagem ao lance da defesa do Porto que tinha até então resolvido todos os lances de bola parada com classe e qualidade.

    Tinha que ser Herrera a cometer o erro, tinha que ser aquele minuto  a oferecer  o empate de bandeja ao Benfica, tinha que ser aquele momento a espetar uma facada no coração de milhares de portistas no estádio e milhões um pouco espalhados por todo o mundo. Curiosamente apesar da falta de eficácia não perdemos devido à falta de maturidade dos nossos jogadores mais jovens, mas sim à falta de maturidade de um dos mais experientes da equipa. Em tempos defendi Herrera e sempre que ele ia sendo criticado lá tentava arranjar um ou outro argumento para o defender. Depois de ontem quem orgulhosamente diz que não vendeu Herrera porque não quis devia estar preso. Herrera devia ser oferecido, com direito  a laço, não pode  nunca jogar n o nosso clube, quanto mais capitanea-lo. Pode ser muito bom rapaz e ser  esforçado, mas para jogar tem que ter qualidade, ser regular e isso Herrera não tem, nem é, definitivamente, ainda que me tenha custado três épocas e meia quase a percebe-lo. Veremos se outros o perceberam também!

    Em suma, depois do jogo de ontem o campeonato não está mais ou menos perdido do que estava antes, está mais díficil porque agora já não  dependemos de nós próprios. Mas tal como achava que não tinhamos capacidades para ser campeões caso ganhassemos o jogo, continuo a achar que não temos empatando. Uma equipa tão jovem e montada da forma que foi não pode aspirar  mais que um segundo lugar e quem sabe no ano seguinte, mantendo os nossos jogadores jovens todos e o núcleo duro da equipa possamos conseguir algo mais. Quem com a equipa que temos atualmente acha que temos capacidade suficiente para sermos campeões, não pode estar bom da cabeça, atitude, raça e querer não chega e não é o jogo de ontem que muitos querem usar como um grito de revolta daqui para a frente que o vai mudar. Já podiamos ter usado o jogo de Alvalade como grito de revolta, ou de Setúbal e não conseguimos. Neste momento o Porto não tem capacidade para dar um grito do que quer que seja que se traduza numa sequência de vitórias importante. Em 17 jogos esta temporada temos apenas 10 vitórias, 58%, é muito pouco para uma equipa que quer lutar por títulos.

    Não estou a deitar a toalha ao chão, apenas estou resignado, quero que a equipa ganhe títulos, mas entendo perfeitamente caso não consiga. Até quando jogamos bem perdemos pontos! Não importa se por demérito nosso ou influência de arbitragem. A verdade é que jogamos bem em todos os jogos que perdemos pontos e perdemos. Não dá para mais? Acredito que com uma equipa tão jovem não dá mesmo, a ver vamos o que o futuro nos estará, quem derá que eu esteja tão errado como estive com o Herrera!

    P.S: Palavra de apreço também a Corona que a falhar da forma que falha, quer na cara do golo quer a cruzar e a publicar no Instagram como se nada fosse  como aconteceu depois do jogo de Setúbal, vai longe! 

    A Lei de Herrera

    A Lei de Murphy é conhecida por: "Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior
    maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.

    Pois bem, no FC Porto temos a Lei de Herrera. Em tudo que ele toca, o resultado só pode ser mau. Herrera conseguiu em apenas cinco minutos dar cabo de um jogaço de toda a equipa. Todo aquele esforço, todo aquele ambiente fantástico no Dragão proporcionado pelos 48 mil Portistas merecia mais.

    Merecia que Herrera não tivesse entrado, merecia que Herrera não fosse capitão, merecia que Herrera já nem sequer fosse jogador do FC Porto. Dizer com todo o orgulho que foram recusados milhões pelo Herrera só pode ser gozar com todos os Portistas, mas também Pinto da Costa nos últimos anos não sabe outra coisa.

    Da nossa parte só pedimos uma coisa. Que seja dada oportunidade a quem realmente tem qualidade e que Herrera perca a braçadeira de capitão. Rir-se como se nada fosse depois de oferecer aquele canto não cabe na cabeça de ninguém. Ah, e já agora, que seja despachado já em Janeiro.

    PS: Nuno, o espírito Porto não é ser cagão. Fica a dica.

    sábado, 5 de novembro de 2016

    quarta-feira, 2 de novembro de 2016

    Pontapé nos dentes dos membros da APAF e apelo

    Hoje não venho para aqui escrever muito. Apenas vou aproveitar para partilhar um vídeo da autoria do Ricardo Amorim do Best of Futebol e aproveito ainda para apelar a todos os adeptos que marcarão presença no Estádio do Dragão logo à noite para se fazerem ouvir, para fazer os adversários e árbitros tremerem e sentirem a fúria de um Dragão enraivecido e com chama acesa. Hoje é um dia muito importante para nós e temos que ganhar e só com a ajuda do Dragão tal será possível. E que esse mesmo barulho e essa chama seja replicada no próximo fim de semana, que sirva como treino. Deixem as pipocas de lado, pipocas são no cinema não no Estádio de Futebol, não no Estádio do Dragão! Vamos mostrar ao mundo que somos o Povo do Norte, que somos o Povo mais forte



    P.S: Sei que as ameaças são reais. Pecam apenas por ser tardias e serem apenas ameaças. Ninguém gosta de ser roubado, e quando estamos a ser assaltados se tivermos capacidade para parar esse assalto, ninguém nos poderá condenar, a tal se chama legitima defesa! 

    domingo, 30 de outubro de 2016

    Procura-se Presidente!

    Foram quatro boas e importantes vitórias consecutativas que nos fizeram a nós adeptos do Porto acreditar que o ponto de viragem tinha sido finalmente atingido e que as coisas iam realmente melhorar. A confiança da equipa crescia e o discurso melhorava. 

    Prova disso mesmo a grande presença de adeptos portistas que ontem marcaram presença em Setúbal para a deslocação ao Estádio do Bonfim na esperança de mais uma vitória naquele estádio, algo que já acontecia há 16 épocas consecutivas. Surpresa das surpresas tal não aconteceu!

    Os primeiros minutos de jogo foram terríveis, nenhuma das equipas jogava, só bolas disputadas a meio campo com pouco critério, mas num contra-ataque rápido o Porto tem a primeira grande oportunidade de golo por Óliver parada por Bruno Varela. A essa outras se seguiram sempre com o mesmo destino, Varela ou para fora. A verdade é que tivemos oportunidades suficientes para ganhar o jogo, mas também acho que a equipa podia e devia ter imposto muito mais o seu jogo. A segunda parte acabou por ser sofrida e mesmo sendo a nossa equipa que esteve praticamente sempre por cima, também é verdade que o Vitória se aproximou mais vezes da baliza de Casillas. 

    As substituições de Nuno Espírito Santo nada acrescentaram ao jogo, Corona continua a ser um jogador díficil de compreender, são poucos os jogos em que ele realmente acrescenta algo apesar de ter lances de génio e no final da partida já estava a publicar no Instagram as músicas que estava a ouvir como se nada tivesse acontecido, just another day in the office. Brahimi tentou mas teve quase sempre três ou quatro jogadores em cima com carta branca para o pararem de qualquer maneira sem punição e finalmente Rúben Neves substituiu um avançado naquela que foi sem sombra de dúvidas a substituição mais incompreensível de todas. E isto faz-me falar de Depoitre, uma contratação de um jogador que Pinto da Costa desconhecia, algo que ele tinha prometido não voltar a fazer, a pedido de Nuno, mas que praticamente não serve para nenhum jogo, inclusive este. Ora se Depoitre não serve nem para entrar neste jogo, vai servir quando? 

    Parto agora para a segunda parte deste artigo, pois se acho que a equipa podia e devia ter rendido mais, também João Pinheiro, árbitro da partida, devia ter feito muito melhor. Nem sequer falo do penalty por assinalar sobre Otávio aos 84 minutos que ele conseguiu miraculosamente converter num cartão amarelo por simulação para o jogador brasileiro, falo da forma como ele permitiu constantemente ao Vitória fazer o jogo que estava a fazer. Para começar há uma coisa que me faz imensa confusão, e não é de agora que é o porquê de um guarda redes que perde tempo em todos os pontapés de baliza só pode ver amarelo a partir dos 80? Mas há outros casos como as substituições do Setúbal que duravam dois minutos cada uma, os jogadores que a cada lance disputado ficavam no chão durante mais dois minutos até ser chamada a equipa médica para transportar o jogador lá para fora e com isso perder mais dois minutos, os livres e lançamentos da equipa do Vitória que demoravam também uns dois minutos a ser executados e os livres do Porto porque o árbitro fazia questão de ir a passo de lesma marcar os limites com spray para a bola e barreira. Basicamente para além do Vitória ter perdido tempo, João Pinheiro fez questão de perder também e com isto contribuir para as constantes quebras do ritmo de jogo (diria que de tempo útil o jogo não deverá ter sido superior a cinquenta minutos). Aliados a isto a falta de compensação, 0 minutos na primeira parte, 4 na segunda (devem-se ter jogado dois), compreendem-se, a roupa de João Pinheiro não deixava qualquer tipo de dúvida sobre a missão que lhe tinha sido imposta e a pressa com que deveria estar em ir para casa ver o jogo do Carnide em Hóquei. Mas há mais como as faltas assinaladas contra o Porto por todo e qualquer motivo e contra o Setúbal apenas "se uma perna fosse arrancada" ou as fantásticas leis da vantagem que prejudiracam sempre o Porto, bem como o trabalho dos excelentes apanha-bolas da equipa da casa que para além de retardarem sempre a colocação da bola em campo por três vezes conseguiram meter duas.

    E com isto fico incrédulo, fico incrédulo como a reação do nosso clube passa mais uma vez por uma mensagem nos Dragões Diários e um post no Facebook. É que se isto fosse a primeira vez que acontece, mas não, acontece constantemente, jogo após jogo, ganhe-se ou não, acho mesmo que ainda não houve um único jogo este campeonato em que o Porto não tenha razões de queixa da arbitragem.

    Noutros tempos se o Porto fosse prejudicado um jogo caia o carmo e a trindade. O presidente vinha a público, os adeptos mobilizavam-se, treinadores davam murros na mesa, marcavamos uma posição, metiamos medo, exigiamos e garantiamos respeito! Hoje em dia, nem um ai se houve. É a piadinha via Dragões Diários e umas imagens via Facebook, está feito e o nosso presidente metido num buraco a fazer discursos que contradizem outros feitos poucos meses antes ocasionalmente após uma vitória.

    Sinceramente neste momento quem me dera ser dirigido por um Bruno de Carvalho, alguém  que defenda o clube, com capacidade para mobilizar e unir os adeptos, de dar o peito às balas, de ir à luta para demonstrar a nossa força. Os adeptos estão insasíaveis, estão revoltados, mas não sabem o que fazer e como demonstrar essa revolta porque estão sozinhos. Estou cansado de ver o clube ser dirigido por um zombie (para aproveitar a época) sem qualquer tipo de garra e vontade de vencer.

    Se até o Record conseguiu ver que o FC Porto foi prejudicado e mais, fez capa com isso, como é que os dirigentes do nosso clube não reagem? Como é que o Nuno Espirito Santo não vai "às trombas" ao árbitro e mal toca no assunto na conferência de imprensa?

    Finalmente, mesmo não acreditando que o campeonato esteja entregue, tenho muitas dúvidas das capacidades do Porto de chegar ao primeiro lugar, primeiro porque acho que mesmo vencendo no Dragão no próximo domingo (e sinceramente não acredito), iremos eventualmente voltar a claudicar contra Tondelas desta vida, algo que o nosso rival simplesmente não faz. 

    Jamais imaginei em tempos ver o Carnide ser tetracampeão, mas hoje infelizmente essa imagem não me sai da cabeça e ninguém mais que os nossos dirigentes são responsáveis por tal! 

    quarta-feira, 21 de setembro de 2016

    Alterando Verdades, Por: Imprensa Centralista

    Não é novidade que imprensa em Portugal é, regra geral, um lixo, completamente centralista e que odeia o Futebol Clube do Porto. Quando falo em imprensa não falo apenas em  jornais desportivos como o Record ou A Bola, ainda que estes sejam os casos mais claros de centralismo puro e de demonstrações de ódio constante ao nosso clube, mas outros como o Correio da Manhã e até mesmo canais de televisão com os seus programas desportivos onde dão tempo de antena a árbitros anti-Porto como o caso de Pedro Henriques (basta ver a quantidade de barbaridades que tem dito ultimamente, ontem assinaladas no Dragões Diários, e em especial algumas incoêrencias nas análises com ajustes às cores da camisola) ou que adoram fazer propraganda aos clubes da capital através de entrevistas encomendadas.

    Mas pronto, sempre fomos habituados a um tratamento de desrespeito por parte da imprensa nacional e de rejúbilo aos enormes feitos como os negócios de milhões desses mesmos clubes, em particular o que joga de vermelho:




    A diferença é que antes tinhamos capacidade de dar resposta a todo esse ódio com vitórias, alias esse ódio catapultava-nos para o sucesso, hoje em dia infelizmente tal não tem acontecido o que tem feito com que ainda seja mais fácil de nos desprezar. Ainda assim e numa altura em  que me parece unânime, tirando nesses tais ditos programas e imprensa, que o Futebol Clube do Porto tem sido claramente prejudicado no campeonato português, não só está época como demonstra o artigo aqui publicado pelo meu colega ontem, mas nas épocas transatas também, hoje tive a oportunidade de me deparar com está pérola do Record:


    Pelos vistos e segundo a Liga da Verdade não temos razões de queixa, aliás ainda nos podemos é dar por satisfeitos por termos ganho um ponto no jogo passado diante do Tondela. Para combater um pouco esta contra-informação que pode induzir muita gente, nomeadamente aqueles que só olham para a tabela e para a palavra verdade, em erro vou-vos explicar em que consiste esta tão famosa Liga:

    Na Liga da Verdade são contabilizados apenas erros que tenham influência direta no resultado, nomeadamente golos mal validados ou por validar que fariam a diferença no resultado final, penaltys mal assinalados ou por assinalar (não interessando tão pouco se o jogador falharia ou não por exemplo, assumem sempre que marca). É neste sentido que temos o tal ponto retirado ao Porto por um alegado penalty por marcar a favor do Tondela ainda na primeira parte que segundo esta tal Liga daria golo. Ou seja, para a Liga da Verdade de nada importa o momento em que o golo é marcado/não marcado, não importa se isso mudaria o rumo dos acontecimentos do jogo para melhor ou para pior e muito menos importa as razões de queixa que temos apresentado frequentemente ultimamente como o jogo violento por  parte dos adversários ou uma falta que trava um ataque em que Adrian López seguia isolado para a baliza do Tondela este fim de semana. Por outro lado, a mão de Bryan Ruiz já contaria, pelo que segundo esta Liga foi perfeitamente legal, obviamente!

    Também não deixa  de ser interessante que para os jogos beneficiados ou prejudicados apenas contam lances com influência direta no resultado e portanto o pénalti por assinalar contra o Estoril ou o golo mal validado ao André Silva diante do Vitória Sport Club foram dois jogos em que o Futebol Clube do Porto não foi prejudicado, o  que demonstra que a noção de prejudicado ou beneficiado nesta Liga tem muito que se lhe diga.

    Em suma, como referi, este tipo de coisas da nossa imprensa é habitual, não há respeito pelo Futebol Clube do Porto e por tudo aquilo que o nosso clube deu ao futebol português nem nunca haverá e sinceramente pouco me importa,  porque me dava um prazer imenso ver essa gente a espumar de ódio com as nossas vitórias. Estas infelizmente não tem acontecido com tanta frequência, mas cabe-nos a nós adeptos e clube lutar contra isto e usar isto para nos unir e contra-atacar como no passado. Resta saber se ainda há capacidade e vontade para tal, da nossa parte tudo faremos para que tal aconteça! 

    terça-feira, 20 de setembro de 2016

    Calados que nem ratos

    Só pelo título já devem ter percebido do que vou falar... Após mais uma jornada em que fomos prejudicados pela equipa de arbitragem, o nosso clube, ou melhor, os seus dirigentes, decidiram que a melhor estratégia seria continuar a mandar uns bitaites pela newsletter oficial e uns posts no Facebook. Como já deu para perceber, estas acções são claramente insuficientes para que nos voltem a respeitar. Reparem só no apanhado de casos que já temos em apenas um mês de campeonato: 

    • 1ª J.: Rio Ave (F) 1-3 - Expulsão ridícula de Teles (65') - Árbitro: Fábio Veríssimo
    • 2ª J.: Estoril (C) 1-0 - Penalty não marcado sobre Varela (4') - Link: https://vid.me/JCti - Árbitro: Luis Ferreira
    • 3ª J.: Sporting (F) 2-1 - Falta de Coates sobre A. Silva antes do livre que dá origem ao 1º golo do Sporting (14'). Link: http://bit.ly/2bv7x3y - Árbitro: Tiago Martins
    • 3ª J.: Sporting (F) 2-1 - Mão na bola de B. Ruiz antes do 2º golo do Sporting (26'). Link: http://bit.ly/2bYDO60 - Árbitro: Tiago Martins
    • 3ª J.: Sporting (F) 2-1 - Vários cartões e expulsões perdoadas a Slimani, Bruno César, Adrian e William Carvalho. Link: http://bit.ly/2bYDO60 - Árbitro: Tiago Martins
    • 4ª J.: V. Guimarães (C) 3-0 - Com 0-0, golo mal anulado a André Silva (quem deu mão foi um adversário), sendo que imediatamente antes desse lance, Danilo é agarrado dentro da área sem que nada tenha sido assinalado (19'). Link: http://bit.ly/2c2trLU - Árbitro: Jorge Sousa
    • 5ª J.: Tondela (F) 0-0 - Com 0-0, fora do jogo mal assinalado a Adrián Lopez, que deixava 2 jogadores isolados na cara do guarda-redes. Link: http://bit.ly/2d1FXNe - Árbitro: Hugo Miguel
    • 5ª J.: Tondela (F) 0-0 - Sequência de entradas duríssimas, algumas para vermelho directo. Link: http://bit.ly/2cJGENJ - Árbitro: Hugo Miguel
    Enfim, há tanto por onde pegar que ficamos admirados com o silêncio total de quem governa o nosso clube. Uma das prioridades da época passada era afastar Vitor Pereira da nomeação dos árbitros, juntamente com o chefe dos observadores, benfiquista fanático. Objectivos conseguidos e bem. O problema aqui é os árbitros continuarem a actuar pura e simplesmente contra nós. Em caso de dúvida (ou não), a escolha é sempre a mesma, prejudicar o FC Porto. Até quando?

    PS: Lista de casos de www.fcporto.ws

    segunda-feira, 19 de setembro de 2016

    Outra vez arroz

    Há algumas anos atrás dizia-se que era impossível o Porto ter dois resultados negativos. Após um resultado negativo a equipa unia-se e partia para uma série de resultados positivos. Esse passado parece cada vez mais distante e cada vez mais sem jeitos de voltar.

    Todos esperavamos que com Nuno Espírito Santo esse espírito guerreiro característico do Futebol Clube do Porto voltasse e verdade seja dita nos primeiros jogos parecia ter mesmo voltado. Aliás, após um resultado negativo diante do Sporting soubemos dar a resposta num jogo relativamente bom contra o Vitória Sport Club que terminou nuns esclarecedores 3-0. Logo após isso, quando se esperava uma jornada tranquila na Liga dos Campeões e  que desse continuidade ao bom resultado do campeonato, vacilou-see não se foi além de um  empate diante do Copenhaga em casa já aqui discutido.

    A tendência das épocas passadas tem sido esta, uma inconsistência incrível e adeptos sempre com o coração nas mãos não sabendo o que esperar de jogo para jogo. Tanto podemos fazer uma grande exibição que termine numa goleada (apesar de ainda não ter acontecido esta época) como podemos fazer jogos miseráveis como aconteceu na quarta-feira e ontem diante do Tondela. Se contra o Copenhaga disse que tivemos a pior exibição da época, ontem ou repetimos o feito ou fizemos ainda pior. 

    Nuno Espírito Santo tinha prometido reação para este jogo e tentou reagir mudando todos os sectores da equipa. No eixo da defesa lançou Boly e tirou Marcano. No meio campo retirou Danilo e colocou Rúben, tirou Óliver colocou Brahimi e no ataque tirou Corona e lançou Depoitre, mas resultados práticos não se viram. O Futebol Clube do Porto durante os primeiros quarenta e cinco minutos simplesmente  não jogou estando em Brahimi e Otávio os únicos movimentos de algum interesse ofensivo. Quando se esperava uma entrada forte na segunda parte, de novo nada acontece e a reação de Nuno é tirar o único jogador que estava a acrescentar algo ao processo ofensivo da equipa, Brahimi em mais uma substituição que nada alterou o rumo do jogo.

    Apenas a partir dos 68 minutos quando saiu um muito apagado Depoitre (também não teve grande jogo), e entrou Adrian López é que se começou a ver  alguns movimentos interessantes na frente de ataque (se é para jogar com dois avançados tem que ser obrigatoriamente com André Silva e Adrian e não André Silva e Depoitre), mas ainda assim sem nada de particular interesse. De resto a primeira oportunidade de golo clara é para o Tondela que termina numa boa parada de Casillas. Este lance parece ter acordado um pouco a equipa e a partir dos oitenta minutos finalmente começamos a ver bom futebol, boas oportunidades de golo que podiam ter sido suficientes para dar um rumo diferente ao jogo. André Silva teve duas excelentes oportunidades, mas o egoísmo/vontade de mostrar trabalho fez com que decidisse mal em ambas podendo perante melhores opções tanto de remate como passe uma vez que Adrian apareceu completamente sozinhos em ambos os lances. Esta não é a primeira vez nem provavelmente será a última que André toma decisões horríveis deste género com custos para a equipa, se calhar está na hora de começar a ver alguns jogos do Barcelona como por exemplo o golo de Neymar a passe de Suárez aos 44 minutos (fica a recomendação) ou a receber tratamento de banco, mas tudo se complica quando não há uma alternativa decente.

    Posto isto foram-se mais dois pontos e já vamos em cinco perdidos em apenas cinco jornadas. No final do jogo Nuno disse que uma equipa que queira ser campeã tem que vencer estes jogos. Pura verdade pois tal como o Sport Lisboa e Benfica provou a época passada não é preciso ganhar todos os clássicos para se ser campeão, mas contra os clubes mais pequenos não se pode facilitar. Nós facilitamos e muito e isto pode-nos custar muito caro, especialmente numa jornada onde há boas possibilidades de os rivais mais diretos perderem pontos, como provou o resultado do Sporting ontem diante do Rio Ave. 

    Já a direção do Porto sem reação oficial virou-se novamente para os Dragões Diários e para o Facebook para atacar os erros de arbitragem. É verdade que são erros claros, mas uma equipa que joga tão pouco e que empata contra o Tondela (somamos uma derrota e um empate nos últimos jogos contra este colosso do futebol português) só se pode queixar de si própria.

    Nova reação fica prometida para o próximo jogo diante do Boavista no fantástico derby de sexta-feira à tarde, mas de promessas andamos nós adeptos fartos e de boas intenções e discursos bonitos está o inferno cheio. Joguem à bola e deixem tudo em campo é a única coisa que pedimos e exigimos e que infelizmente só temos visto a espaços. 

    quinta-feira, 15 de setembro de 2016

    Noite de Decepções

    Passado uma noite para refletir no que se passou é altura de deitar mãos ao teclado. Após duas noites europeias de pesadelo para as equipas portuguesas está escrevo em particular sobre o Futebol Clube do Porto, depois de uma noite absolutamente incompreensível no Estádio do Dragão.

    Sempre achei que ao contrário do que muita gente dizia o nosso grupo não era assim tão fácil e para o ultrapassarmos, apesar de sermos claramente favoritos a fazê-lo, teriamos que ser muito competentes. Ora ao fim do primeiro jogo competência, palavra que Nuno Espirito Santo tanto usa nas conferências de imprensa, foi algo que não se viu no jogo de ontem naquela que foi para mim sem sombra de dúvida a pior exibição da época até ao momento. A retirar do jogo? Nada de positivo e não concordo com aquilo que foi dito por treinadores e jogadores de que se tratou de um jogo de duas partes, porque a realidade é que não foi. Foi um jogo muito semelhante durante os 90 minutos com um Porto muito apático que por acaso marcou cedo mas tendo sempre criado poucas oportunidades para golo e tendo poucas ideias. Passar a segunda parte a jogar contra 10 a bombear bolas para a área quando eramos claramente inferiores no jogo aéreo é uma prova da falta de ideias que houve, a par disto vimos uma equipa apática e sem agressividade como de resto se demonstrou no lance do golo do Copenhaga. Já o Copenhaga usou e abusou do jogo físico e áereo tal como seria de esperar e colheu frutos.

    Ora para uma equipa que se diz em crescendo e em  evolução fazer um jogo destes ainda por cima em casa numa noite de Champions contra um adversário que teriamos obrigatoriamente que vencer, um adversário não fácil, mas acessível, faz-nos refletir sobre essa mesma evolução. Mas vamos falar de individualidades:

    Casillas - Fez uma ou duas boas defesas mas esteve mal no golo. Já não é a primeira vez que Iker anda aos papéis em lances do género, não sabendo se há-de ir à bola, se há-de ficar à espera o  que acaba sempre por culminar em falhas de comunicação com a defesa e em golos sofridos.

    Layún - Dos que mais lutou para não variar. O mexicano tem um pulmão inesgotável e tentou sempre pela direita ou pelo meio acrescentar algo de diferente à equipa, mas a verdade é que as coisas não lhe iam saindo bem  e quando saiam não tinha quem lhe desse seguimento.

    Felipe - Não teve muito trabalho porque o Copenhaga pouco atacou, mas sentiu dificuldades no jogo aéreo contra adversários muito fortes neste estilo de jogo.

    Marcano - A mesma coisa que Felipe, não teve muito trabalho, mas sentiu dificuldades.

    Alex Telles - Foi facilmente batido no lance do golo e não acrescentou nada ofensivamente. Um par de cruzamentos mal medidos e pouco mais, jogo muito fraco do brasileiro.

    Danilo Pereira - Continuo a não perceber porque Danilo tem jogado tantas vezes a titular esta época. Continuo a achar que está numa condição física deficiente  que tem tomado várias decisões erradas no momento do passe durante os jogos para não falar que tem estado muito pouco agressivo a defender. Cresceu nos minutos finais ajudando na recuperação alta, mas se calhar está na altura de outros jogadores, nomeadamente Ruben Neves, terem mais oportunidades. 

    Herrera - Infelizmente esteve em campo durante 70 minutos.

    Óliver - Deu critério à equipa em alguns momentos do jogo, pensando o jogo e tentanto fazer a equipa jogar. Foi-se apagando com os minutos a passar.

    Corona - Infelizmente esteve em campo durante 62 minutos.

    Otávio - Boa primeira parte do brasileiro e um belo golo. Durante a primeira parte para variar foi dos que mais lutou e dos que mais tentou desiquilibrar. Como também quase sempre acontece, na segunda pouco ou nada fez e apagou-se completamente. Continua a mostrar duas faces completamente distintas durante o jogo, desde de muito interventivo e certeiro, a extremamente apático e errático. 

    André Silva - Já não sei o que pensar sobre André Silva. Se ao ínicio defendia com unhas e dentes a sua titularidade e dizia que não havia necessidade de contratarmos um avançado de grande qualidade para lutar  por um lugar no onze deixando André Silva crescer à sua sombra, hoje começo a pensar de forma diferente. André Silva entrou muito bem nos primeiros jogos, lutou, marcou, jogou e fez jogar. Nos últimos dois, três jogos tal não tem acontecido. André Silva tem demonstrado imaturidade nos momentos de decisão não percebendo os momentos em que tem que passar ou rematar à baliza. Depois vemo-lo a correr muitas vezes dum lado para o outro sem qualquer tipo de necessidade. Ontem tirando a assistência para Otávio não acrescentou nada ao jogo da equipa, não ganhando bolas na frente, decidindo quase sempre mal e estando quase sempre mal posicionado não dando o melhor seguimento a alguns lances, poucos, criados por parte dos seus colegas de equipa.

    Depoitre - Entrou aos 62 minutos para o lugar de Corona e acrescentou altura e físico. Provavelmente não era a forma de combater a forma de jogar do Copenhaga e talvez por isso não acrescentou nada ao jogo.

    Brahimi - Este sim poderia acrescentar algo ao jogo. A sua capacidade de drible era o ideal  para o tipo de jogo em questão e esteve bem durante os vinte minutos que teve em campo. Mostrou disponibilidade e vontade partindo para cima dos adversários ainda que nem sempre com os melhores resultados. Pergunto-me o que teria acontecido se tivesse entrado mais cedo. Precisamos de mais Brahimi com urgência!

    Jota - Tal como diante do Vitória não acrescentou nada ao jogo.

    Nuno Espírito Santo - Igual a si próprio voltou a alterar a estratégia do jogo e a forma de a equipa se dispor em campo bem como o onze inicial. Nuno prefere claramente adaptar a sua equipa ao adversário do que fazer com que o adversário se adapte à sua equipa, algo que confesso não me chatear porque Mourinho também o fazia com os resultados que se sabe. Todavia há um conjunto de decisões não só para o jogo de ontem como ao longo de todos os jogos até então realizados que acho simplesmente incompreensíveis. Para começar ter deixado André André no banco. Não dá para entender como um dos jogadores que tem estado em melhor forma esta época e foi inclusive o melhor em campo diante do Vitória é preterido assim. Os melhores tem que jogar sempre e André André tem sido dos melhores, portanto ontem devia estar em campo. Ao que parece Adrián também já não conta de novo, depois de ter estado a treinar na equipa B, ter saltado para a A ter passado para primeira opção de banco e tendo inclusivamente jogado a titular, parece que o espanhol do nada voltou a perder o comboio e ontem nem convocado foi. Compreensível? Penso que não, mas há mais casos desse género como Sérgio Oliveira que chega dos Jogos Olimpicos diretamente para o banco, joga, mal é verdade, e nunca mais é convocado. Finalmente temos ainda o caso incompreensível de João Carlos Teixeira, dos melhores jogadores senão o melhor da pré-época a par de Otávio e André Silva e que conta com 0 minutos de tempo jogado em jogos oficias até  agora, um jogador que segundo Pinto da Costa foi um pedido expresso de Nuno. Pelo menos este não custou 11 ou 20 milhões, ainda assim dificil de entender.

    Fase de Grupos - Não foi por termos empatado ontem no jogo em casa que deixamos de ser favoritos à passagem. Continuamos a ser favoritos e temos capacidade para ganhar os próximos cinco jogos que faltam, obviamente que não será com a atitude demonstrada no jogo de ontem. Resta saber como a equipa reagirá a este desaire já a partir do próximo domingo no jogo diante do Tondela e que Porto teremos daqui para a frente, se continuaremos a ir do oito ou oitenta como nas últimas temporadas, ou se vamos finalmente ter uma equipa consistente. 

    Como últimas notas, o Futebol Clube do Porto já não ganha há quatro jogos seguidos em casa nas competições europeias registando-se duas derrotas contra Dinamo de Kiev e Dortmund e dois empates diante de Roma e Copenhaga. O Porto volta a vacilar depois de Pinto da Costa ter falado em público após uma vitória da equipa o que acontece pela segunda vez esta época. É estranho e pode não passar de uma coincidência, mas tem acontecido com frequência nas últimas temporadas.





    quinta-feira, 8 de setembro de 2016

    A Formação do Sport e Lisboa pelo Encantador de Cães

    (Note: Os jogadores que contam como jogadores lançados são jogadores que fizeram pelo menos dois jogos pela equipa principal.)


    Não sei se ontem tiveram a oportunidade de ver a TVI  a literalmente curvar-se perante  o  Presidente da Républica Luis Filipe Vieira para mais uma entrevista por encomenda. Eu não tive, mas hoje por curiosidade estive a ler algumas das coisas que lá foram ditas e tenho que admitir: há que dar valor ao Sport Lisboa e ao seu Presidente pois trabalham a comunicação social como ninguém!

    Enquanto para os nossos lados nos contentamos com entrevistas ao Porto Canal e ocasionalmente lá vem uma ou outra frase (normalmente as que atacam diretamente algo em concreto e completamente descontexualizadas) a aparecer na imprensa, eles vão para a estação pública, SIC e TVI, para entrevistas encomendadas e com respostas feitas à medida.

    Confesso que o universo benfiquista pouco me  importa e sinceramente os cães comem o que os donos lhe dão, sendo que o máximo que podem fazer é passar fome ou ir comer para outro lado. Luis Filipe Vieira é sem dúvida alguma um homem de sorte porque compra ração da rasca e os seus animais para além de limparem o prato ainda ficam a lamber os beiços. 

    E tudo isto para quê? Para falarmos do majestoso Projecto Seixal que fará um Benfica Made in Seixal e que fará do Benfica a espinha dorsal da Seleção Nacional. Um discurso ambicioso e fantástico para o futuro da nossa seleção nacional sem dúvida, apesar de estar a ser repetido desde 2004 com os resultados que se vê. 

    Mas agora é diferente, agora é que é, agora o Benfica tem o treinador certo. Rui Vitória é um homem da casa, conhece todos os jogadores que estão no Seixal e vai levar o projeto para a frente, algo que Jorge Jesus nunca fez nem nunca teve interesse em fazer tendo apenas lançado Roderick, Nélson Oliveira, Luís Martins, David Simão com o sucesso que se sabe, Cancelo, André Gomes, Cavaleiro e Bernardo Silva que acabaram por ter que ir fazer carreira para outras paragens por falta de oportunidades (especialmente o André Gomes certo?) e Gonçalo Guedes o único resistente que se mantém no plantel. Claramente trabalho completamente diferente tem feito Rui Vitória, basta olhar para o plantel da época passada e da época corrente para perceber a quantidade de jogadores da formação presentes no plantel. E para facilitar o trabalho vamos lá fazer as contas:

    2015/2016: Gonçalo Guedes (lançado por Jorge Jesus), Renato Sanches (entretanto vendido ao Bayern de Munique), Paulo Lopes (o guarda-redes de 38 anos que nunca joga) e como bónus o Lindelöf (que na realidade já tinha jogado com Jesus). Em suma, quatro jogadores da formação que estavam no plantel do Benfica a época passada, apenas um realmente lançado por Rui Vitória.

    Mas agora é que é, agora sim estamos no caminho certo - 2016/2017: Gonçalo Guedes, Paulo Lopes, Lindelöf e André Horta (mais um bónus), zero lançados por Rui Vitória.

    Alguns podem-se questionar pelo Nélson Semedo, mas esse foi tão formado no Benfica como o James Rodriguez no Porto. Pelo meio seguem-se mais uns empréstimos de uns quantos jogadores a clubes satélite tipo Wolverhampton já pespetivando futuros negócios a rondar os 15 milhões de euros. 

    Portanto e para que não restem dúvidas, a aposta existe e é real, que diga o Jorge Mendes!

    P.S: Não esquecer, sábado às 20:30 temos um jogo importante  diante do Vitória Sport Club, a presença de todos é importantissima, temos que encher o estádio e demonstrar a nossa força. Mais que nunca: Unidos!

    quarta-feira, 31 de agosto de 2016

    Derby de Sexta-Feira à tarde

    Há duas coisas que me fazem imensa confusão na calendarização dos jogos da Primeira Liga Portuguesa. A primeira é o facto de sermos a Liga que mais tarde marca os jogos, as grandes Ligas como a Espanhola ou Inglesa já tem praticamente todo o calendário marcado, já tinham à semanas. A nossa marcou ontem o calendário até à 12ª jornada. Depois somos a Liga com as jornadas mais alargadas num campeonato onde o fim de semana de futebol é muito maior que o próprio fim de semana em si. 

    Se conhecerem relativamente bem o calendário das outras Ligas, facilmente perceberão que muito poucas tem constantemente jogos de sexta-feira à segunda-feira. Na nossa, vái-se lá saber porquê isso acontece praticamente todas as jornadas. Se calhar o nosso campeonato é demasiado grande e tem tantos jogos que precisa de ser assim tão dividido. Escusado será dizer que as equipas que jogam quer à sexta-feira, quer à segunda-feira serão sempre mais prejudicadas que as que jogam ao sábado e ao domingo pois a redução de adeptos no estádio será sempre garantida. 

    É com isto em conta que partimos para o título deste artigo. Como referi ontem foram calendarizados os jogos até à 12ª jornada, entre eles encontra-se o FC Porto vs Benfica que  mantém a coerência do Sporting vs FC Porto sendo jogado num domingo às 18:00 e temos um derby contra o Boavista no Estádio do Dragão a realizar à 6ª jornada. Aqui tudo bem, ora não fosse esse mesmo derby ter sido agendado para o próximo dia  23 de setembro às 19:00. E se um jogo às 19:00 de sábado ou domingo não era assim tão mau, quando nos percebemos que esse mesmo jogo é às 19:00 de uma sexta-feira, eu pelo menos, fico incrédulo.

    Sou daqueles que defende que os jogos da Liga Portuguesa deviam realizar-se todos ao sábado e domingo com o último jogo de domingo  a terminar o mais tardar às 20:00. Obviamente que poderão haver excepções, há jogos que obrigatoriamente terão que ser realizados à segunda-feira pois uma equipa da Liga Europa que jogue às quintas-feiras às 20:00 precisa por regulamento das habituais 72 horas de descanso, ou seja, apenas poderá jogar a partir das 22:00 horas de domingo. Todavia, em qualquer outro cenário isto não faz qualquer sentido. 

    Eu não sei se os responsáveis pela calendarização dos jogos da Liga sabe, mas primeiro o Futebol Clube do Porto não tem apenas adeptos que vivem na cidade do Porto. Segundo, o Futebol Clube do Porto não tem apenas adeptos reformados e desempregados. Alias diria que mais de 50% dos adeptos do Futebol Clube do Porto que marcam presença no estádio trabalha, tem emprego e que muitos deles não vivem na cidade do Porto. Sim responsáveis pela Liga minha NOSsa há adeptos do Futebol Clube do Porto fora da cidade e com emprego como há de todos os clubes!

    Posto isto, não vejo como é possível grande parte desses adeptos estar no estádio a uma sexta-feira às 19:00 horas para ver e apoiar a equipa diante desse jogo contra o Boavista. Eu certamente não estarei... 

    E quem fala do Futebol Clube do Porto fala do Paços de Ferreira que vai receber o Nacional nesse mesmo horário na jornada 8 ou que se desloca ao Estádio da Luz, mais uma vez para jogar nesse mesmo horário na jornada 10. De resto, o Benfica até acaba por ser o mais  prejudicado tendo em conta que vai ter três jogos à sexta-feira até à 12ª jornada (Arouca fora, Paços de Ferreira em casa, Marítimo fora), dois deles às 19 horas e ainda uma na segunda-feira diante do Braga. E mais uma vez pergunto-me, com que necessidade? Por causa de um jogo para a Liga dos Campeões na terça-feira passadas 96 horas? Custa-me a entender. 

    Penso que neste momento já será tarde para haver uma nova recalendarização para estas jornadas a não ser que os próprios clubes intervenham e peçam para que o jogo seja reagendado (dúvido). Mas espero que pelo menos para as jornadas seguintes novos horários sejam pensados. Horários de jogos a começar às 20:00 horas de domingo ou mais tarde, que cá tanto  acontece, não fazem sentido. Muito menos fazem jogos à sexta-feira ou à segunda, especialmente às 19:00! 

    Eu percebo que seja mais interessante para a Liga, e começo a achar  que também para os clubes, meter as pessoas em frente à televisão invés de nos estádios, mas não tenho a mínima dúvida que para o futebol é muito mais interessante ter pessoas nos estádios do que em frente à televisão. 

    Calendarização dos jogos do Futebol Clube do Porto com data e hora:

    4ª Jornada - Futebol Clube  do Porto vs Vitória de Guimarães - 10/09 - 20:30 (Sábado)
    Liga dos Campeões - Futebol Clube do Porto vs Copenhaga  - 14/09 - 19:45 (Quarta)
    5ª Jornada - Tondela vs  Futebol Clube  do Porto - 18/09 - 18:00 (Domingo)
    6ª Jornada - Futebol Clube  do Porto vs Boavista - 23/09 - 19:00 (Sexta)
    Liga dos Campeões - Leicester vs Futebol Clube  do Porto - 27/09 - 19:45 (Terça)
    7ª Jornada - Nacional vs Futebol Clube do Porto - 01/10 - 20:30 (Sábado)
    Taça de Portugal - 14/15/16 de outubro
    Liga dos Campeões - Brugge vs Futebol Clube do Porto - 18/10 - 19:45 (Terça)
    8ª Jornada - Futebol Clube do Porto vs Arouca - 22/10 - 20:30 (Sábado)
    9ª Jornada - Setúbal vs Futebol Clube do Porto - 29/10 - 18:15 (Sábado)
    Liga dos Campeões - Futebol Clube do Porto vs Brugge - 02/10 - 19:45 (Quarta)
    10ª Jornada - Futebol Clube do Porto vs Benfica - 06/11 - 18:00 (Domingo)
    Taça de Portugal - 18/19/20 de novembro
    Liga dos Campeões - Copenhaga vs Futebol Clube do Porto - 22/11 - 19:45 (Terça)
    11ª Jornada - Belenenses vs Futebol Clube do Porto - 26/11 - 20:30 (Sábado)
    12ª Jornada - Futebol Clube do Porto vs Braga - 03/11 - 20:30 (Sábado)
    Liga dos Campeões - Futebol Clube do Porto vs Leicester - 07/11 - 19:45 (Quarta)

    P.S: Não era esta época que iam começar a haver jogos da parte da manhã? Para além de terem sido muito poucos jogos marcados para esses horários (apenas cinco jogo em doze jornadas), ainda nenhum grande jogou nem irá fazer no calendário marcado até ao momento. Invés de marcarem jogos para sexta-feira à noite, marquem para sábado de manhã. Fica a sugestão!

    P.S2: O Chidozie está suspenso por dois jogos depois de uma cotovelada no jogo entre o Freamunde e o Futebol Clube do Porto B. Dois pesos, duas medidas sempre a prejudicar os mesmos. Fica a nota!