sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Notas soltas sobre a entrevista


  • Como esperado, Pinto da Costa recandidata-se a mais um mandato de 4 anos (espera-se que a meio não se retire dando lugar a alguém por ele escolhido)
  • Disse que nunca daria a sua opinião sobre a sua sucessão mas ontem mudou de ideias
  • Demasiado tempo a falar do que Baía disse (pensei que não ligava a paineleiros)
  • Ficamos a saber que nunca gostou de Lopetegui nem do seu modelo de jogo, demorando mais de 1 ano (!!!) para o mandar embora
  • Como é óbvio, Peseiro nunca foi a primeira opção, caso contrário, seria uma total incompetência demorar duas semanas a contratá-lo!
  • FC Porto totalmente enganado por Jorge Mendes no negócio Adrian Lopez (um presidente com mais de 30 anos ser assim enganado até devia corar de vergonha, de longe o pior negócio de sempre o FC Porto, pior ainda é não se perder a confiança no dono do benfica) 
  • Adrian era demasiado caro mas para Imbula não houve problema em pagar o dobro!
  • Ficou por esclarecer o papel de Alexandre Pinto da Costa, que como é sabido, é intermediário de jogadores (daí receber centenas de milhar todos os anos do FC Porto) e também o seu papel no negócio Altice/MEO em que recebeu comissão. Terá sido essa a razão para se rejeitar o acordo com a NOS, quando inclusive, era mais elevado a sua proposta, ao contrário do afirmado?
  • Desvalorizada guerra entre Alexandre e Antero Henrique quando toda a gente sabe que é uma das principais razões para o estado actual do clube
  • Finalmente um centro de formação!
Mais uma entrevista igual a tantas outras em que muitas questões ficaram por responder.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Um adeus anunciado

Julen Lopetegui já não é oficialmente treinador do Futebol Clube do Porto. Depois de estar cá durante ano e meio, ou seja, a meio do seu projecto de 3 anos para o clube, é despedido devido aos maus resultados. Ou melhor, principalmente devido ao mau futebol praticado pela equipa. 


Lopetegui cometeu muitos erros. Foi casmurro, não percebeu que não tínhamos equipa para implementar o estilo de jogo que queria. Enfim, queria à força toda fazer prevalecer a sua vontade. O problema é que com tanta insistência conseguiu virar alguns jogadores contra ele. Sabem porque não jogou André André em Londres? Não, não foi por estar lesionado. Foi por ter questionado Lopetegui sobre a irrisória táctica a utilizar em Londes. Claro, André André, um dos nossos, deve ter ficado de boca aberta quando ouviu Lopetegui a explicar o que queria do jogo. E já sabemos, quando os próprios jogadores deixam de acreditar no treinador...

E a direcção do clube, como fica? Mais uma aposta falhada, esta durante tempo prolongado. Não seria esta uma altura essencial para se vir a público explicar aos sócios o que se pretende fazer? Que os erros vão ser corrigidos? Que se vai passar em primeiro lugar a ver que jogadores necessita realmente o clube em vez de se estar preocupado a dar comissões quer a Antero Henrique quer a Alexandre Pinto da Costa? Já se ouve muito ruído de protesto em relação ao modo como o nosso clube está a ser dirigido. Espero que depois desta acorde, mas realmente acordem e bem, e resolvam arrumar a casa de uma vez por todas.

PS: Finalmente cai por terra o mito de que no FC Porto qualquer treinador é campeão. Ou se calhar, já não temos é estrutura para isso.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Pior era impossível


Ontem não houve assobios. Ao contrário do que tinha pedido Pinto da Costa, os assobios ficaram em casa, o que de nada valeu porque assistimos provavelmente a um dos jogos mais fracos do ano (aquela segunda parte nem comentários merece).

Bem sei que podem vir falar da estatística, do domínio avassalador em cantos, remates, posse de bola,  passes para o lado etc etc. O que fica, mais uma vez, é um FC Porto sem ideias, sem chama, sem garra. Mesmo contra um Rio Ave versão Taça da Liga, com estreias e com 6 jogadores diferentes em relação ao último jogo, não fomos capazes de os dominar e sufocar. Não se compreende como depois de marcado o primeiro golo, uma tarefa sempre difícil neste FC Porto, a equipa se retraiu, deixando o Rio Ave subir de produção, acabando por chegar ao golo do empate. 

Na segunda parte foi o que se viu. O Rio Ave controlou o jogo a seu belo prazer, com o FC Porto a circular a bola sempre à entrada da área do mesmo, como se de um jogo de andebol se tratasse. Muitas foram as vezes em que houve um centro bem de trás para a área mas a bola nunca ia parar a um jogador do FC Porto. Quando vamos começar a colocar mais gente na área, à semelhança do que já fazem os restantes candidatos ao título?

Quem podemos destacar deste jogo? Os adeptos por terem aguentado os nervos durante a maior parte do jogo.

PS: A comida estava boa no camarote?

domingo, 3 de janeiro de 2016

Adeus Porto

Sim, o nosso Porto morreu. Já não há brilho, já não há orgulho, já não há fome de vencer. A revolução iniciada há mais de 30 anos por Pedroto e Pinto da Costa é cada vez mais uma miragem no tempo.

Antigamente, éramos odiados e temidos a sul. Desse tempo restam as camisolas. Voltamos a ter medo de atravessar a ponta. Sabem quando foi a última vitória em Lisboa? Deixo uma pista, ainda era Vitor Pereira o treinador.

Dantes com meia dúzia de tostões tínhamos equipas que deixavam tudo em campo, que morreriam se fosse preciso. Agora temos um FC Porto que serve apenas como um entreposto de jogadores. O melhor exemplo é Imbula. Veio para cá fazer um frete de um ano com a promessa de ir embora já em Junho. Como é possível haver condições para se crescer e manter uma nível competitivo elevado se os jogadores não jogam pela equipa mas sim por si? Com o sonho de chegar cá e ir embora o mais rapidamente possível para um campeonato de jeito ganhando milhões?

Temos um FC Porto que mais parece saído de Cascais, com toda a gente rica, desde os dirigentes (cada vez mais ricos com os negócios ruinosos cheios de comissões) até aos próprios jogadores. Temos um treinador que pouco sabe mas que é lá mantido durante mais de um ano há força toda sem apresentar quaisquer resultados. 

Todos culpamos Lopetegui mas no fundo a culpa é de todos nós. Cabe-nos a nós, ADEPTOS, dar a volta à situação.

sábado, 2 de janeiro de 2016

A falácia das audiências televisivas

É recorrente o mito de que o benfica vale mais de metade das audiências televisivas em Portugal. Recentemente juntou-se a esta festa o sporting, afirmando possuir um número sem igual em adeptos, o que, em teoria, se deveria traduzir em grandes números de audiência televisiva. De fora deste bolo estaria então o FC Porto, que fazendo as contas aos números perpetuados pelos clubes da capital falida, valeria apenas por uns milhares de adeptos.

Convém então analisar convenientemente os números de um debate que ressurgiu com a venda dos direitos à MEO e nos, e em que é constantemente referido que o benfica tem audiências que representam mais de metade do mercado televisivo em Portugal.


Analisando a tabela dos programas mais vistos em 2015, verificamos que o FC Porto tem logo dois dos seus jogos no Top 3. Contanto depois o número de jogos presentes, verificamos que o FC Porto tem 5 jogos no Top-20, número igualado pelo benfica. Já o sporting tem apenas 3 jogos na lista. Analisando em termos de espectadores, verificamos que o FC Porto é o que apresenta um maior número acumulado: 10 658 900. Já o benfica apresenta 10 334 900. O sporting nem vale a pena fazer as contas porque dará bastante menos. Chegamos então à conclusão que nos programas mais vistos do ano e entre os 2 grandes clubes de Portugal (não considerando o sporting pois um clube que ganha dois campeonatos em 30 anos nunca pode ser considerado um grande), o FC Porto é o que atraiu mais gente aos seus jogos.

Ou seja, podemos cair na falácia de dizer que o benfica vale assim tanto em termos de televisão? Se valesse assim tanto, teriam voltado os seus jogos para a SportTV do "amigo" Joaquim de Oliveira? Não teria a BTV "condenada" a um sucesso contínuo?

Pois bem, os números demonstram precisamente o contrário. Cabe aos adeptos do FC Porto não se deixar ir na conversa de que o seu clube é pequeno, que nada vale em Portugal (nestes termos do debate de adeptos e audiências). Podemos não levar a sério estas questões mas são estas pequenas coisas que fazem com que continuamente certos clubes sejam levados ao colo pela comunicação social e outros sejam completamente ignorados, devido à falácia dos números, que as audiências desmentem. Naturalmente que isto também influência contratos e publicidade...