quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Alterando Verdades, Por: Imprensa Centralista

Não é novidade que imprensa em Portugal é, regra geral, um lixo, completamente centralista e que odeia o Futebol Clube do Porto. Quando falo em imprensa não falo apenas em  jornais desportivos como o Record ou A Bola, ainda que estes sejam os casos mais claros de centralismo puro e de demonstrações de ódio constante ao nosso clube, mas outros como o Correio da Manhã e até mesmo canais de televisão com os seus programas desportivos onde dão tempo de antena a árbitros anti-Porto como o caso de Pedro Henriques (basta ver a quantidade de barbaridades que tem dito ultimamente, ontem assinaladas no Dragões Diários, e em especial algumas incoêrencias nas análises com ajustes às cores da camisola) ou que adoram fazer propraganda aos clubes da capital através de entrevistas encomendadas.

Mas pronto, sempre fomos habituados a um tratamento de desrespeito por parte da imprensa nacional e de rejúbilo aos enormes feitos como os negócios de milhões desses mesmos clubes, em particular o que joga de vermelho:




A diferença é que antes tinhamos capacidade de dar resposta a todo esse ódio com vitórias, alias esse ódio catapultava-nos para o sucesso, hoje em dia infelizmente tal não tem acontecido o que tem feito com que ainda seja mais fácil de nos desprezar. Ainda assim e numa altura em  que me parece unânime, tirando nesses tais ditos programas e imprensa, que o Futebol Clube do Porto tem sido claramente prejudicado no campeonato português, não só está época como demonstra o artigo aqui publicado pelo meu colega ontem, mas nas épocas transatas também, hoje tive a oportunidade de me deparar com está pérola do Record:


Pelos vistos e segundo a Liga da Verdade não temos razões de queixa, aliás ainda nos podemos é dar por satisfeitos por termos ganho um ponto no jogo passado diante do Tondela. Para combater um pouco esta contra-informação que pode induzir muita gente, nomeadamente aqueles que só olham para a tabela e para a palavra verdade, em erro vou-vos explicar em que consiste esta tão famosa Liga:

Na Liga da Verdade são contabilizados apenas erros que tenham influência direta no resultado, nomeadamente golos mal validados ou por validar que fariam a diferença no resultado final, penaltys mal assinalados ou por assinalar (não interessando tão pouco se o jogador falharia ou não por exemplo, assumem sempre que marca). É neste sentido que temos o tal ponto retirado ao Porto por um alegado penalty por marcar a favor do Tondela ainda na primeira parte que segundo esta tal Liga daria golo. Ou seja, para a Liga da Verdade de nada importa o momento em que o golo é marcado/não marcado, não importa se isso mudaria o rumo dos acontecimentos do jogo para melhor ou para pior e muito menos importa as razões de queixa que temos apresentado frequentemente ultimamente como o jogo violento por  parte dos adversários ou uma falta que trava um ataque em que Adrian López seguia isolado para a baliza do Tondela este fim de semana. Por outro lado, a mão de Bryan Ruiz já contaria, pelo que segundo esta Liga foi perfeitamente legal, obviamente!

Também não deixa  de ser interessante que para os jogos beneficiados ou prejudicados apenas contam lances com influência direta no resultado e portanto o pénalti por assinalar contra o Estoril ou o golo mal validado ao André Silva diante do Vitória Sport Club foram dois jogos em que o Futebol Clube do Porto não foi prejudicado, o  que demonstra que a noção de prejudicado ou beneficiado nesta Liga tem muito que se lhe diga.

Em suma, como referi, este tipo de coisas da nossa imprensa é habitual, não há respeito pelo Futebol Clube do Porto e por tudo aquilo que o nosso clube deu ao futebol português nem nunca haverá e sinceramente pouco me importa,  porque me dava um prazer imenso ver essa gente a espumar de ódio com as nossas vitórias. Estas infelizmente não tem acontecido com tanta frequência, mas cabe-nos a nós adeptos e clube lutar contra isto e usar isto para nos unir e contra-atacar como no passado. Resta saber se ainda há capacidade e vontade para tal, da nossa parte tudo faremos para que tal aconteça! 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Calados que nem ratos

Só pelo título já devem ter percebido do que vou falar... Após mais uma jornada em que fomos prejudicados pela equipa de arbitragem, o nosso clube, ou melhor, os seus dirigentes, decidiram que a melhor estratégia seria continuar a mandar uns bitaites pela newsletter oficial e uns posts no Facebook. Como já deu para perceber, estas acções são claramente insuficientes para que nos voltem a respeitar. Reparem só no apanhado de casos que já temos em apenas um mês de campeonato: 

  • 1ª J.: Rio Ave (F) 1-3 - Expulsão ridícula de Teles (65') - Árbitro: Fábio Veríssimo
  • 2ª J.: Estoril (C) 1-0 - Penalty não marcado sobre Varela (4') - Link: https://vid.me/JCti - Árbitro: Luis Ferreira
  • 3ª J.: Sporting (F) 2-1 - Falta de Coates sobre A. Silva antes do livre que dá origem ao 1º golo do Sporting (14'). Link: http://bit.ly/2bv7x3y - Árbitro: Tiago Martins
  • 3ª J.: Sporting (F) 2-1 - Mão na bola de B. Ruiz antes do 2º golo do Sporting (26'). Link: http://bit.ly/2bYDO60 - Árbitro: Tiago Martins
  • 3ª J.: Sporting (F) 2-1 - Vários cartões e expulsões perdoadas a Slimani, Bruno César, Adrian e William Carvalho. Link: http://bit.ly/2bYDO60 - Árbitro: Tiago Martins
  • 4ª J.: V. Guimarães (C) 3-0 - Com 0-0, golo mal anulado a André Silva (quem deu mão foi um adversário), sendo que imediatamente antes desse lance, Danilo é agarrado dentro da área sem que nada tenha sido assinalado (19'). Link: http://bit.ly/2c2trLU - Árbitro: Jorge Sousa
  • 5ª J.: Tondela (F) 0-0 - Com 0-0, fora do jogo mal assinalado a Adrián Lopez, que deixava 2 jogadores isolados na cara do guarda-redes. Link: http://bit.ly/2d1FXNe - Árbitro: Hugo Miguel
  • 5ª J.: Tondela (F) 0-0 - Sequência de entradas duríssimas, algumas para vermelho directo. Link: http://bit.ly/2cJGENJ - Árbitro: Hugo Miguel
Enfim, há tanto por onde pegar que ficamos admirados com o silêncio total de quem governa o nosso clube. Uma das prioridades da época passada era afastar Vitor Pereira da nomeação dos árbitros, juntamente com o chefe dos observadores, benfiquista fanático. Objectivos conseguidos e bem. O problema aqui é os árbitros continuarem a actuar pura e simplesmente contra nós. Em caso de dúvida (ou não), a escolha é sempre a mesma, prejudicar o FC Porto. Até quando?

PS: Lista de casos de www.fcporto.ws

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Outra vez arroz

Há algumas anos atrás dizia-se que era impossível o Porto ter dois resultados negativos. Após um resultado negativo a equipa unia-se e partia para uma série de resultados positivos. Esse passado parece cada vez mais distante e cada vez mais sem jeitos de voltar.

Todos esperavamos que com Nuno Espírito Santo esse espírito guerreiro característico do Futebol Clube do Porto voltasse e verdade seja dita nos primeiros jogos parecia ter mesmo voltado. Aliás, após um resultado negativo diante do Sporting soubemos dar a resposta num jogo relativamente bom contra o Vitória Sport Club que terminou nuns esclarecedores 3-0. Logo após isso, quando se esperava uma jornada tranquila na Liga dos Campeões e  que desse continuidade ao bom resultado do campeonato, vacilou-see não se foi além de um  empate diante do Copenhaga em casa já aqui discutido.

A tendência das épocas passadas tem sido esta, uma inconsistência incrível e adeptos sempre com o coração nas mãos não sabendo o que esperar de jogo para jogo. Tanto podemos fazer uma grande exibição que termine numa goleada (apesar de ainda não ter acontecido esta época) como podemos fazer jogos miseráveis como aconteceu na quarta-feira e ontem diante do Tondela. Se contra o Copenhaga disse que tivemos a pior exibição da época, ontem ou repetimos o feito ou fizemos ainda pior. 

Nuno Espírito Santo tinha prometido reação para este jogo e tentou reagir mudando todos os sectores da equipa. No eixo da defesa lançou Boly e tirou Marcano. No meio campo retirou Danilo e colocou Rúben, tirou Óliver colocou Brahimi e no ataque tirou Corona e lançou Depoitre, mas resultados práticos não se viram. O Futebol Clube do Porto durante os primeiros quarenta e cinco minutos simplesmente  não jogou estando em Brahimi e Otávio os únicos movimentos de algum interesse ofensivo. Quando se esperava uma entrada forte na segunda parte, de novo nada acontece e a reação de Nuno é tirar o único jogador que estava a acrescentar algo ao processo ofensivo da equipa, Brahimi em mais uma substituição que nada alterou o rumo do jogo.

Apenas a partir dos 68 minutos quando saiu um muito apagado Depoitre (também não teve grande jogo), e entrou Adrian López é que se começou a ver  alguns movimentos interessantes na frente de ataque (se é para jogar com dois avançados tem que ser obrigatoriamente com André Silva e Adrian e não André Silva e Depoitre), mas ainda assim sem nada de particular interesse. De resto a primeira oportunidade de golo clara é para o Tondela que termina numa boa parada de Casillas. Este lance parece ter acordado um pouco a equipa e a partir dos oitenta minutos finalmente começamos a ver bom futebol, boas oportunidades de golo que podiam ter sido suficientes para dar um rumo diferente ao jogo. André Silva teve duas excelentes oportunidades, mas o egoísmo/vontade de mostrar trabalho fez com que decidisse mal em ambas podendo perante melhores opções tanto de remate como passe uma vez que Adrian apareceu completamente sozinhos em ambos os lances. Esta não é a primeira vez nem provavelmente será a última que André toma decisões horríveis deste género com custos para a equipa, se calhar está na hora de começar a ver alguns jogos do Barcelona como por exemplo o golo de Neymar a passe de Suárez aos 44 minutos (fica a recomendação) ou a receber tratamento de banco, mas tudo se complica quando não há uma alternativa decente.

Posto isto foram-se mais dois pontos e já vamos em cinco perdidos em apenas cinco jornadas. No final do jogo Nuno disse que uma equipa que queira ser campeã tem que vencer estes jogos. Pura verdade pois tal como o Sport Lisboa e Benfica provou a época passada não é preciso ganhar todos os clássicos para se ser campeão, mas contra os clubes mais pequenos não se pode facilitar. Nós facilitamos e muito e isto pode-nos custar muito caro, especialmente numa jornada onde há boas possibilidades de os rivais mais diretos perderem pontos, como provou o resultado do Sporting ontem diante do Rio Ave. 

Já a direção do Porto sem reação oficial virou-se novamente para os Dragões Diários e para o Facebook para atacar os erros de arbitragem. É verdade que são erros claros, mas uma equipa que joga tão pouco e que empata contra o Tondela (somamos uma derrota e um empate nos últimos jogos contra este colosso do futebol português) só se pode queixar de si própria.

Nova reação fica prometida para o próximo jogo diante do Boavista no fantástico derby de sexta-feira à tarde, mas de promessas andamos nós adeptos fartos e de boas intenções e discursos bonitos está o inferno cheio. Joguem à bola e deixem tudo em campo é a única coisa que pedimos e exigimos e que infelizmente só temos visto a espaços. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Noite de Decepções

Passado uma noite para refletir no que se passou é altura de deitar mãos ao teclado. Após duas noites europeias de pesadelo para as equipas portuguesas está escrevo em particular sobre o Futebol Clube do Porto, depois de uma noite absolutamente incompreensível no Estádio do Dragão.

Sempre achei que ao contrário do que muita gente dizia o nosso grupo não era assim tão fácil e para o ultrapassarmos, apesar de sermos claramente favoritos a fazê-lo, teriamos que ser muito competentes. Ora ao fim do primeiro jogo competência, palavra que Nuno Espirito Santo tanto usa nas conferências de imprensa, foi algo que não se viu no jogo de ontem naquela que foi para mim sem sombra de dúvida a pior exibição da época até ao momento. A retirar do jogo? Nada de positivo e não concordo com aquilo que foi dito por treinadores e jogadores de que se tratou de um jogo de duas partes, porque a realidade é que não foi. Foi um jogo muito semelhante durante os 90 minutos com um Porto muito apático que por acaso marcou cedo mas tendo sempre criado poucas oportunidades para golo e tendo poucas ideias. Passar a segunda parte a jogar contra 10 a bombear bolas para a área quando eramos claramente inferiores no jogo aéreo é uma prova da falta de ideias que houve, a par disto vimos uma equipa apática e sem agressividade como de resto se demonstrou no lance do golo do Copenhaga. Já o Copenhaga usou e abusou do jogo físico e áereo tal como seria de esperar e colheu frutos.

Ora para uma equipa que se diz em crescendo e em  evolução fazer um jogo destes ainda por cima em casa numa noite de Champions contra um adversário que teriamos obrigatoriamente que vencer, um adversário não fácil, mas acessível, faz-nos refletir sobre essa mesma evolução. Mas vamos falar de individualidades:

Casillas - Fez uma ou duas boas defesas mas esteve mal no golo. Já não é a primeira vez que Iker anda aos papéis em lances do género, não sabendo se há-de ir à bola, se há-de ficar à espera o  que acaba sempre por culminar em falhas de comunicação com a defesa e em golos sofridos.

Layún - Dos que mais lutou para não variar. O mexicano tem um pulmão inesgotável e tentou sempre pela direita ou pelo meio acrescentar algo de diferente à equipa, mas a verdade é que as coisas não lhe iam saindo bem  e quando saiam não tinha quem lhe desse seguimento.

Felipe - Não teve muito trabalho porque o Copenhaga pouco atacou, mas sentiu dificuldades no jogo aéreo contra adversários muito fortes neste estilo de jogo.

Marcano - A mesma coisa que Felipe, não teve muito trabalho, mas sentiu dificuldades.

Alex Telles - Foi facilmente batido no lance do golo e não acrescentou nada ofensivamente. Um par de cruzamentos mal medidos e pouco mais, jogo muito fraco do brasileiro.

Danilo Pereira - Continuo a não perceber porque Danilo tem jogado tantas vezes a titular esta época. Continuo a achar que está numa condição física deficiente  que tem tomado várias decisões erradas no momento do passe durante os jogos para não falar que tem estado muito pouco agressivo a defender. Cresceu nos minutos finais ajudando na recuperação alta, mas se calhar está na altura de outros jogadores, nomeadamente Ruben Neves, terem mais oportunidades. 

Herrera - Infelizmente esteve em campo durante 70 minutos.

Óliver - Deu critério à equipa em alguns momentos do jogo, pensando o jogo e tentanto fazer a equipa jogar. Foi-se apagando com os minutos a passar.

Corona - Infelizmente esteve em campo durante 62 minutos.

Otávio - Boa primeira parte do brasileiro e um belo golo. Durante a primeira parte para variar foi dos que mais lutou e dos que mais tentou desiquilibrar. Como também quase sempre acontece, na segunda pouco ou nada fez e apagou-se completamente. Continua a mostrar duas faces completamente distintas durante o jogo, desde de muito interventivo e certeiro, a extremamente apático e errático. 

André Silva - Já não sei o que pensar sobre André Silva. Se ao ínicio defendia com unhas e dentes a sua titularidade e dizia que não havia necessidade de contratarmos um avançado de grande qualidade para lutar  por um lugar no onze deixando André Silva crescer à sua sombra, hoje começo a pensar de forma diferente. André Silva entrou muito bem nos primeiros jogos, lutou, marcou, jogou e fez jogar. Nos últimos dois, três jogos tal não tem acontecido. André Silva tem demonstrado imaturidade nos momentos de decisão não percebendo os momentos em que tem que passar ou rematar à baliza. Depois vemo-lo a correr muitas vezes dum lado para o outro sem qualquer tipo de necessidade. Ontem tirando a assistência para Otávio não acrescentou nada ao jogo da equipa, não ganhando bolas na frente, decidindo quase sempre mal e estando quase sempre mal posicionado não dando o melhor seguimento a alguns lances, poucos, criados por parte dos seus colegas de equipa.

Depoitre - Entrou aos 62 minutos para o lugar de Corona e acrescentou altura e físico. Provavelmente não era a forma de combater a forma de jogar do Copenhaga e talvez por isso não acrescentou nada ao jogo.

Brahimi - Este sim poderia acrescentar algo ao jogo. A sua capacidade de drible era o ideal  para o tipo de jogo em questão e esteve bem durante os vinte minutos que teve em campo. Mostrou disponibilidade e vontade partindo para cima dos adversários ainda que nem sempre com os melhores resultados. Pergunto-me o que teria acontecido se tivesse entrado mais cedo. Precisamos de mais Brahimi com urgência!

Jota - Tal como diante do Vitória não acrescentou nada ao jogo.

Nuno Espírito Santo - Igual a si próprio voltou a alterar a estratégia do jogo e a forma de a equipa se dispor em campo bem como o onze inicial. Nuno prefere claramente adaptar a sua equipa ao adversário do que fazer com que o adversário se adapte à sua equipa, algo que confesso não me chatear porque Mourinho também o fazia com os resultados que se sabe. Todavia há um conjunto de decisões não só para o jogo de ontem como ao longo de todos os jogos até então realizados que acho simplesmente incompreensíveis. Para começar ter deixado André André no banco. Não dá para entender como um dos jogadores que tem estado em melhor forma esta época e foi inclusive o melhor em campo diante do Vitória é preterido assim. Os melhores tem que jogar sempre e André André tem sido dos melhores, portanto ontem devia estar em campo. Ao que parece Adrián também já não conta de novo, depois de ter estado a treinar na equipa B, ter saltado para a A ter passado para primeira opção de banco e tendo inclusivamente jogado a titular, parece que o espanhol do nada voltou a perder o comboio e ontem nem convocado foi. Compreensível? Penso que não, mas há mais casos desse género como Sérgio Oliveira que chega dos Jogos Olimpicos diretamente para o banco, joga, mal é verdade, e nunca mais é convocado. Finalmente temos ainda o caso incompreensível de João Carlos Teixeira, dos melhores jogadores senão o melhor da pré-época a par de Otávio e André Silva e que conta com 0 minutos de tempo jogado em jogos oficias até  agora, um jogador que segundo Pinto da Costa foi um pedido expresso de Nuno. Pelo menos este não custou 11 ou 20 milhões, ainda assim dificil de entender.

Fase de Grupos - Não foi por termos empatado ontem no jogo em casa que deixamos de ser favoritos à passagem. Continuamos a ser favoritos e temos capacidade para ganhar os próximos cinco jogos que faltam, obviamente que não será com a atitude demonstrada no jogo de ontem. Resta saber como a equipa reagirá a este desaire já a partir do próximo domingo no jogo diante do Tondela e que Porto teremos daqui para a frente, se continuaremos a ir do oito ou oitenta como nas últimas temporadas, ou se vamos finalmente ter uma equipa consistente. 

Como últimas notas, o Futebol Clube do Porto já não ganha há quatro jogos seguidos em casa nas competições europeias registando-se duas derrotas contra Dinamo de Kiev e Dortmund e dois empates diante de Roma e Copenhaga. O Porto volta a vacilar depois de Pinto da Costa ter falado em público após uma vitória da equipa o que acontece pela segunda vez esta época. É estranho e pode não passar de uma coincidência, mas tem acontecido com frequência nas últimas temporadas.





quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A Formação do Sport e Lisboa pelo Encantador de Cães

(Note: Os jogadores que contam como jogadores lançados são jogadores que fizeram pelo menos dois jogos pela equipa principal.)


Não sei se ontem tiveram a oportunidade de ver a TVI  a literalmente curvar-se perante  o  Presidente da Républica Luis Filipe Vieira para mais uma entrevista por encomenda. Eu não tive, mas hoje por curiosidade estive a ler algumas das coisas que lá foram ditas e tenho que admitir: há que dar valor ao Sport Lisboa e ao seu Presidente pois trabalham a comunicação social como ninguém!

Enquanto para os nossos lados nos contentamos com entrevistas ao Porto Canal e ocasionalmente lá vem uma ou outra frase (normalmente as que atacam diretamente algo em concreto e completamente descontexualizadas) a aparecer na imprensa, eles vão para a estação pública, SIC e TVI, para entrevistas encomendadas e com respostas feitas à medida.

Confesso que o universo benfiquista pouco me  importa e sinceramente os cães comem o que os donos lhe dão, sendo que o máximo que podem fazer é passar fome ou ir comer para outro lado. Luis Filipe Vieira é sem dúvida alguma um homem de sorte porque compra ração da rasca e os seus animais para além de limparem o prato ainda ficam a lamber os beiços. 

E tudo isto para quê? Para falarmos do majestoso Projecto Seixal que fará um Benfica Made in Seixal e que fará do Benfica a espinha dorsal da Seleção Nacional. Um discurso ambicioso e fantástico para o futuro da nossa seleção nacional sem dúvida, apesar de estar a ser repetido desde 2004 com os resultados que se vê. 

Mas agora é diferente, agora é que é, agora o Benfica tem o treinador certo. Rui Vitória é um homem da casa, conhece todos os jogadores que estão no Seixal e vai levar o projeto para a frente, algo que Jorge Jesus nunca fez nem nunca teve interesse em fazer tendo apenas lançado Roderick, Nélson Oliveira, Luís Martins, David Simão com o sucesso que se sabe, Cancelo, André Gomes, Cavaleiro e Bernardo Silva que acabaram por ter que ir fazer carreira para outras paragens por falta de oportunidades (especialmente o André Gomes certo?) e Gonçalo Guedes o único resistente que se mantém no plantel. Claramente trabalho completamente diferente tem feito Rui Vitória, basta olhar para o plantel da época passada e da época corrente para perceber a quantidade de jogadores da formação presentes no plantel. E para facilitar o trabalho vamos lá fazer as contas:

2015/2016: Gonçalo Guedes (lançado por Jorge Jesus), Renato Sanches (entretanto vendido ao Bayern de Munique), Paulo Lopes (o guarda-redes de 38 anos que nunca joga) e como bónus o Lindelöf (que na realidade já tinha jogado com Jesus). Em suma, quatro jogadores da formação que estavam no plantel do Benfica a época passada, apenas um realmente lançado por Rui Vitória.

Mas agora é que é, agora sim estamos no caminho certo - 2016/2017: Gonçalo Guedes, Paulo Lopes, Lindelöf e André Horta (mais um bónus), zero lançados por Rui Vitória.

Alguns podem-se questionar pelo Nélson Semedo, mas esse foi tão formado no Benfica como o James Rodriguez no Porto. Pelo meio seguem-se mais uns empréstimos de uns quantos jogadores a clubes satélite tipo Wolverhampton já pespetivando futuros negócios a rondar os 15 milhões de euros. 

Portanto e para que não restem dúvidas, a aposta existe e é real, que diga o Jorge Mendes!

P.S: Não esquecer, sábado às 20:30 temos um jogo importante  diante do Vitória Sport Club, a presença de todos é importantissima, temos que encher o estádio e demonstrar a nossa força. Mais que nunca: Unidos!