domingo, 30 de outubro de 2016

Procura-se Presidente!

Foram quatro boas e importantes vitórias consecutativas que nos fizeram a nós adeptos do Porto acreditar que o ponto de viragem tinha sido finalmente atingido e que as coisas iam realmente melhorar. A confiança da equipa crescia e o discurso melhorava. 

Prova disso mesmo a grande presença de adeptos portistas que ontem marcaram presença em Setúbal para a deslocação ao Estádio do Bonfim na esperança de mais uma vitória naquele estádio, algo que já acontecia há 16 épocas consecutivas. Surpresa das surpresas tal não aconteceu!

Os primeiros minutos de jogo foram terríveis, nenhuma das equipas jogava, só bolas disputadas a meio campo com pouco critério, mas num contra-ataque rápido o Porto tem a primeira grande oportunidade de golo por Óliver parada por Bruno Varela. A essa outras se seguiram sempre com o mesmo destino, Varela ou para fora. A verdade é que tivemos oportunidades suficientes para ganhar o jogo, mas também acho que a equipa podia e devia ter imposto muito mais o seu jogo. A segunda parte acabou por ser sofrida e mesmo sendo a nossa equipa que esteve praticamente sempre por cima, também é verdade que o Vitória se aproximou mais vezes da baliza de Casillas. 

As substituições de Nuno Espírito Santo nada acrescentaram ao jogo, Corona continua a ser um jogador díficil de compreender, são poucos os jogos em que ele realmente acrescenta algo apesar de ter lances de génio e no final da partida já estava a publicar no Instagram as músicas que estava a ouvir como se nada tivesse acontecido, just another day in the office. Brahimi tentou mas teve quase sempre três ou quatro jogadores em cima com carta branca para o pararem de qualquer maneira sem punição e finalmente Rúben Neves substituiu um avançado naquela que foi sem sombra de dúvidas a substituição mais incompreensível de todas. E isto faz-me falar de Depoitre, uma contratação de um jogador que Pinto da Costa desconhecia, algo que ele tinha prometido não voltar a fazer, a pedido de Nuno, mas que praticamente não serve para nenhum jogo, inclusive este. Ora se Depoitre não serve nem para entrar neste jogo, vai servir quando? 

Parto agora para a segunda parte deste artigo, pois se acho que a equipa podia e devia ter rendido mais, também João Pinheiro, árbitro da partida, devia ter feito muito melhor. Nem sequer falo do penalty por assinalar sobre Otávio aos 84 minutos que ele conseguiu miraculosamente converter num cartão amarelo por simulação para o jogador brasileiro, falo da forma como ele permitiu constantemente ao Vitória fazer o jogo que estava a fazer. Para começar há uma coisa que me faz imensa confusão, e não é de agora que é o porquê de um guarda redes que perde tempo em todos os pontapés de baliza só pode ver amarelo a partir dos 80? Mas há outros casos como as substituições do Setúbal que duravam dois minutos cada uma, os jogadores que a cada lance disputado ficavam no chão durante mais dois minutos até ser chamada a equipa médica para transportar o jogador lá para fora e com isso perder mais dois minutos, os livres e lançamentos da equipa do Vitória que demoravam também uns dois minutos a ser executados e os livres do Porto porque o árbitro fazia questão de ir a passo de lesma marcar os limites com spray para a bola e barreira. Basicamente para além do Vitória ter perdido tempo, João Pinheiro fez questão de perder também e com isto contribuir para as constantes quebras do ritmo de jogo (diria que de tempo útil o jogo não deverá ter sido superior a cinquenta minutos). Aliados a isto a falta de compensação, 0 minutos na primeira parte, 4 na segunda (devem-se ter jogado dois), compreendem-se, a roupa de João Pinheiro não deixava qualquer tipo de dúvida sobre a missão que lhe tinha sido imposta e a pressa com que deveria estar em ir para casa ver o jogo do Carnide em Hóquei. Mas há mais como as faltas assinaladas contra o Porto por todo e qualquer motivo e contra o Setúbal apenas "se uma perna fosse arrancada" ou as fantásticas leis da vantagem que prejudiracam sempre o Porto, bem como o trabalho dos excelentes apanha-bolas da equipa da casa que para além de retardarem sempre a colocação da bola em campo por três vezes conseguiram meter duas.

E com isto fico incrédulo, fico incrédulo como a reação do nosso clube passa mais uma vez por uma mensagem nos Dragões Diários e um post no Facebook. É que se isto fosse a primeira vez que acontece, mas não, acontece constantemente, jogo após jogo, ganhe-se ou não, acho mesmo que ainda não houve um único jogo este campeonato em que o Porto não tenha razões de queixa da arbitragem.

Noutros tempos se o Porto fosse prejudicado um jogo caia o carmo e a trindade. O presidente vinha a público, os adeptos mobilizavam-se, treinadores davam murros na mesa, marcavamos uma posição, metiamos medo, exigiamos e garantiamos respeito! Hoje em dia, nem um ai se houve. É a piadinha via Dragões Diários e umas imagens via Facebook, está feito e o nosso presidente metido num buraco a fazer discursos que contradizem outros feitos poucos meses antes ocasionalmente após uma vitória.

Sinceramente neste momento quem me dera ser dirigido por um Bruno de Carvalho, alguém  que defenda o clube, com capacidade para mobilizar e unir os adeptos, de dar o peito às balas, de ir à luta para demonstrar a nossa força. Os adeptos estão insasíaveis, estão revoltados, mas não sabem o que fazer e como demonstrar essa revolta porque estão sozinhos. Estou cansado de ver o clube ser dirigido por um zombie (para aproveitar a época) sem qualquer tipo de garra e vontade de vencer.

Se até o Record conseguiu ver que o FC Porto foi prejudicado e mais, fez capa com isso, como é que os dirigentes do nosso clube não reagem? Como é que o Nuno Espirito Santo não vai "às trombas" ao árbitro e mal toca no assunto na conferência de imprensa?

Finalmente, mesmo não acreditando que o campeonato esteja entregue, tenho muitas dúvidas das capacidades do Porto de chegar ao primeiro lugar, primeiro porque acho que mesmo vencendo no Dragão no próximo domingo (e sinceramente não acredito), iremos eventualmente voltar a claudicar contra Tondelas desta vida, algo que o nosso rival simplesmente não faz. 

Jamais imaginei em tempos ver o Carnide ser tetracampeão, mas hoje infelizmente essa imagem não me sai da cabeça e ninguém mais que os nossos dirigentes são responsáveis por tal! 

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