quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O Sindicatos dos Jornalistas

Por estes dias muitos se tem falado do Sindicato dos Jornalistas. Depois do nosso jogo com o Chaves, logo este se levantou para falar de pressões sobre os jornalistas no Estádio do Dragão. Mas como se veio a provar, estes sim tiveram um comportamento erróneo e provocador para com os Portistas e deveriam sim ser proibidos de frequentar o Estádio do Dragão em acontecimentos futuros. 
Em concreto falamos de dois casos. Da jornalista da Agência Lusa que se aproveitou da sua carteira para assistir gratuitamente ao jogo e torcer pelo Chaves, tendo comemorado efusivamente o golo desta equipa. E falamos também do jornalista da TSF que se armou em forte perante alguns adeptos Portistas. Comportamentos portanto totalmente inaceitáveis e que o clube não pode aceitar. Na casa deles, podem fazer o que quiserem, mas aqui não.

Mas o que nos levou a abordar este caso foi o comportamento do Sindicato dos Jornalistas. Como todos sabem, o nosso clube é diariamente atacado por tudo que é jornais e tvs, não havendo da parte destes o cumprimento do código deontológico de qualquer profissional que se intitule jornalista. Já foram feitas ameaças a dirigentes do FC Porto, já se desejou a morte destes em directos. Enfim, quando do lado atacado se encontra o FC Porto, tudo se permite. Mas quando este apenas se limita a pedir para que estes se moderem, sai de lá um comunicado. 

Da nossa parte continuaremos a atacar todos que nos tentem denegrir e atacar, sejam jornalistas, advogados ou comerciantes de pneus.

PS: Deixamos aqui o comunicado do FC Porto sobre este caso.

O Sindicato dos Jornalistas acusou o FC Porto de “clima de intimidação” no Estádio do Dragão. A acusação para lá de gratuita é absolutamente mentirosa e não honra um órgão que devia zelar por tão nobre profissão. 

Porque põe em causa o bom nome do FC Porto obriga a um esclarecimento público.

Vamos aos factos: na segunda-feira, durante o jogo com o Chaves, registaram-se dois incidentes. Primeiro, uma jornalista em serviço pela agência Lusa festejou o golo do Chaves, o que o FC Porto considera um comportamento incorreto. Mais tarde, um jornalista em serviço para a rádio TSF, entrou em diálogo com adeptos que estavam um pouco exaltados com o desenrolar do jogo, que como sabemos foi cheio de polémica, comportamento que o FC Porto também considera incorreto.

Nunca em momento algum o FC Porto intimidou fosse de que forma fosse qualquer destes dois jornalistas ou outros, como podem atestar todos os jornalistas que estavam na bancada de imprensa do Estádio do Dragão. Mais, porque a segunda situação foi a que gerou mais efervescência, a preocupação imediata foi garantir que o jornalista pudesse sair do Estádio sem qualquer problema, o que veio a acontecer, como certamente o próprio jornalista confirmará se a direção do sindicato se der ao trabalho de o contactar – eu sei, saber a verdade é uma chatice quando a verdade contraria os fins que queremos atingir.

No dia seguinte, fui contactado pelo diretor da TSF, o jornalista Arsénio Reis, a quem transmiti que era importante perceber que não é razoável jornalistas entrarem em diálogo com a bancada, mesmo que estejam a ser insultados, como parece ter sido o caso. Arsénio Reis disse que era da mesma opinião, expressou o seu ponto de vista, fez as críticas que entendeu, ouviu o nosso ponto de vista e o assunto ficou encerrado para ambas as partes, sem beliscar as relações normais entre uma instituição como o FC Porto e um órgão de media com prestígio e história no nosso país. Hoje mesmo, ao final da tarde, quando tomei conhecimento do comunicado do Sindicato dos Jornalistas, fui eu que liguei ao diretor da TSF, para lhe perguntar se tinha sido contactado pelo sindicato para obter algum esclarecimento. A resposta, que me autorizou a tornar pública, foi que oficialmente não houve qualquer contacto com a direção da TSF, nem com o jornalista em causa, desconhecendo também algum contacto informal, mas não podendo garantir porque tinha estado em reunião prolongada. 

Vamos agora à história da agência Lusa. Uma jornalista devidamente acreditada para o jogo pretendeu à chegada sentar-se num outro lugar que não o que lhe estava previamente atribuído e que era junto aos dois colegas do mesmo órgão também acreditados para o jogo. A pretensão foi-lhe negada, sendo-lhe indicado o lugar, apesar da insistência de jornalistas amigos, em serviço para órgãos da imprensa regional de Chaves. Mais tarde, durante o jogo e momentos após o golo do Chaves, a mesma jornalista foi vista a cerrar o punho, em gesto de celebração do golo.

O FC Porto, através do seu presidente e através do Dragões Diário, nesse dia assinado por mim, condenou o comportamento de ambos os jornalistas. E condenou-o porque este género de atitudes são ou podem ser o rastilho para acontecimentos incontroláveis, especialmente se forem vistos por adeptos.

Uma breve averiguação permitiu perceber uma série de coisas em relação a este caso e essas sim deviam preocupar e muito o Sindicato dos Jornalistas se porventura ainda houver por lá alguém capaz de fazer jornalismo.

O Sindicato dos Jornalistas acha um comportamento aceitável e adequado um jornalista celebrar um golo durante um jogo de futebol? O Sindicato dos Jornalistas não quis ouvir o FC Porto e ouviu alguém? Ouviu os colegas da jornalista, que estavam sentados nos lugares adjacentes? Ouviu outros jornalistas presentes no local? A jornalista estava em trabalho ou aproveitou o expediente de pedir uma acreditação para ir ver o jogo? Estará a direção da agência Lusa disponível para tornar pública a agenda de marcação de serviços desse dia, onde se poderá, sem quaisquer dúvidas, aferir-se se a jornalista fala verdade ou mente quando diz que foi em trabalho? Procurou o Sindicato dos Jornalistas saber se a jornalista pediu para lhe deixarem escrever um texto para justificar a presença na bancada de imprensa? Porque se trata do Sindicato dos Jornalistas e não dos metalúrgicos ou dos engenheiros, com todo o respeito por todas as profissões, não era expetável um especial cuidado na acusação mentirosa que faz ao FC Porto? 

A falta da atenção que esta direção sindical tem merecido dos seus próprios associados gerou-lhe o chamado síndrome de Pinóquio: o desprezo provoca-lhe agitação quando divisa algum possibilidade de chamar à atenção e essa hiperatividade infantil acaba por denegar os mais elementares princípios do jornalismo, como o do contraditório, assim transformando factos em efabulações apenas para tentar provar que existe...

Esta direção sindical mente. E mente porque não quer saber a verdade. E não quer saber a verdade porque essa não lhe garante ser citada. E não sendo citada, esta direção sindical permanece hibernada em relação aos grandes problemas do jornalismo. Que seguramente não são meras questiúnculas de comadres.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O FC Porto está vivo!

Ontem tentaram definitivamente acabar com o campeonato. Depois de terem arrumado com o sporting da luta, tinha chegado a vez do nosso clube. Felizmente os nossos jogadores e os nossos adeptos (todos, não apenas os "verdadeiros portistas) demonstraram que estão prontos para a luta e que não vão desistir tão facilmente. Chegamos a uma altura em que nem vale a pena discutir todas as questões que envolvem o nosso clube. Já sabemos que a época não foi bem delineada, que as prioridades actualmente são outras mas o que é demais enjoa. E ontem chegamos ao limite. Reparem bem na análise do Tribunal d' O JOGO (carreguem na imagem para aumentar):

São lances e mais lances que em caso de dúvida o FC Porto é prejudicado. Ainda ontem aquando do golo anulado, João Silva, funcionário do Hospital de Gaia e benfiquista ferrenho, se ria com aquele ar de nojo. Jorge Nuno e bem veio falar da arbitragem. Veio tarde é certo, mas melhor que o silêncio que imperou durante todo este tempo.

Outra factor que o clube devia ter em conta e que actualmente é bastante importante são os comentadores televisivos. Como é possível que o Serrão ontem tenha permanecido calado enquanto o Guerra e o outro afirmavam à cara podre que o FC Porto tinha sido beneficiado? Estes programas condicionam e muito a arbitragem, é uma arma que não podemos dispensar.

Por fim é essencial denunciar o dinheiro vermelho que circula de norte a sul. Veremos se o Chaves joga com tanto afinco a sul...


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O presidente das vitórias



Ontem fomos brindados com mais uma entrevista do Jorge Nuno. Como tem sido hábito nos últimos anos, Jorge Nuno apenas aparece quando a equipa vence e faz uns joguitos em condições. Mas vamos ao que interessa, ou seja, os pontos abordados por Jorge Nuno:

  • “É natural quando não se ganha e os nossos adeptos estão habituados a ganhar. Mas nunca senti contestação, até senti um grande apoio dos verdadeiros portistas, como as claques Super Dragões e Colectivo.”
Para Jorge Nuno, apenas os membros da claque são verdadeiros portistas. Sugiro que os restantes adeptos deixem de ir ao Estádio, veremos se a coisa corre bem. 

  • “Não estamos em primeiro lugar por fatores externos ao futebol e ao que se passa dentro do campo” Um pouco mais à frente. “Não se pode ao fim de dez jornadas fazê-lo em consciência, não só ao Fontelas Gomes, que não decide sozinho. É prematuro estar a fazer comparações.”

Como ficamos? Fontela Gomes tem ou não influência no percurso do campeonato até agora? Se perguntarmos a qualquer portista a sua opinião, esta será facilmente dada. Jorge Nuno parece estar condicionado por algo externo, com uma oportunidade de ouro para atacar a liderança dos vermelhos, que jogam sempre com catorze, preferiu ficar calado que nem um rato.

  • "O Rui Pedro só está no FC Porto em virtude da empresa onde Alexandre Pinto da Costa era sócio. O jogador, aos 14 anos, queria um emprego para o pai, que é uma pessoa séria e que estava à procura de trabalho. Ele não queria dinheiro, queria trabalho. Essa era condição para continuar no clube. O Alexandre falou-me nisso e e falei com o meu amigo Américo Amorim, que está ligado ao negócio das cortiças. O problema ficou resolvido e hoje ele joga na equipa principal. Agora eu pergunto: devia ter deixado o Rui Pedro ir embora só porque o Alexandre é meu filho? Só na cabeça de um maluco.”
Vamos ver se nos entendemos. O puto queria um emprego para o pai para continuar no clube. Porque foi o parasita falar com o Rui Pedro? Não temos um departamento na formação que trate destas questões? Ou somos burros, ou querem-nos fazer de burros. Mas é difícil acreditar nesta história. Deve querer deixar o parasita bem visto…

  • "Julguei que Lopetegui estava a confundir o Adrián com o Maradona. Não tenho culpa que o Lopetegui e Jorge Mendes tenham posto aqui o Adrián López. "
Isto é algo que se diga de um jogador do nosso clube? É ele o culpado de toda esta situação? Alguém obrigou Jorge Nuno a contratá-lo? Será que o balneário vai gostar destas declarações a um colega e amigo? O Jorge Mendes e o Lopetegui apontaram-lhe uma pistola a obrigá-lo a contratar Adrián Lopez?

Resumindo, foi mais uma entrevista absurda, na linha do que tem sido nos últimos anos. Longe vão os tempos em que uma entrevista de Pinto da Costa criava um reboliço em Portugal, agora as do Jorge Nuno nem comentários merecem.