segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Anos 90 do futebol português...

Porque a entrevista de Jorge Coroado fala por assim, deixamos aqui alguns pedaços interessantes:


1. Após o Benfica v Torreense 1991/92, com arbitragem polémica:
"No final do jogo, o Gaspar Ramos convidou-me para ir à sala de imprensa e aceitei. Cheguei lá e não havia nem um jornalista, só sócios do Benfica. Saí logo, claro."

2. E há sempre aquele Benfica-Sporting de 1995.
Que processo, esse. Bem kafkiano.

O vermelho ao Caniggia, porquê?
A ideia é dar um amarelo ao Caniggia e outro ao Sá Pinto, por troca de empurrões na sequência de uma falta perto da área do Benfica. Só que o Caniggia insulta-me. Chama-me ‘filho da puta’ e manda-me para a ‘puta que te pariu’. Dei-lhe o amarelo. Depois ouvi isso e dei-lhe vermelho direto. O que as pessoas pensaram foi que eu me tinha enganado. Que eu julgava que ele já tinha amarelo e que portanto foi segundo amarelo. Nada disso. Foi amarelo, o primeiro dele naquele jogo, e depois o vermelho direto, porque não aceito insultos de ninguém. Seja em português ou em castelhano.

E depois?
Na cabina do árbitro, o Gaspar Ramos [dirigente do Benfica] estava muito nervoso e incontrolável. Pedi-lhe então que se retirasse. É verdade que aquela casa [Estádio da Luz] era dele, e ele até era delegado ao jogo, pelo que podia estar ali mas não naquele estado, mas aquele espaço era meu.

A verdade é que a FPF instaurou-lhe um processo?
Já lhe disse que foi kafkiano, não já?

Então?
Mal entrei na sala para depor, o relator do processo [Sampaio Nora, do Conselho de Justiça da FPF, pertencente à lista de Vale e Azevedo para as presidenciais do Benfica uns anos depois] disse-me para estar tranquilo porque não gostava de mim.

Entrada a pés juntos?
É como lhe digo: já se passaram tantos anos que ainda nem sei se hei-de rir ou de chorar. Foi um processo kafkiano.

E os jogadores, colaboraram?
Os do Benfica defenderam a sua dama. Do Sporting, só houve um que me defendeu e disse o que tinha ouvido. Foi o Sá Pinto. Os outros encolheram-se. Como o Marco Aurélio, aquele central. [Jorge Coroado começa a falar com sotaque brasileiro]. ‘Eu até ajudava você, Coroado, mas não sei o dia de amanhã, né?’ Em resumo: eles tinham medo de dizer o quer que fosse porque isso hipotecava o futuro deles. Conclusão: a FPF anulou esse jogo e promoveu um outro, de repetição, no Restelo, que a FIFA desvalorizou. Nas contas finais desse campeonato 1994-95, o jogo que conta é o meu.




Uma adenda do Record:
"Numa decisão raramente vista, o Conselho de Justiça da Federação decidiu repetir a partida. Águias e leões enfrentaram-se novamente a 14 de junho, no Restelo. Dessa vez a vitória sorriu ao Benfica por 2-0, com um bis do brasileiro Edilson, naquela que foi a última partida de águia ao peito.

Sobre o jogo, Record escreveu: “Foi uma vitória de ‘pirro’, mas foi. O Benfica, por artes mágicas do CJ, aproveitou a oportunidade para transformar a derrota na Luz (1-2) num triunfo claro (2-0) sobre o eterno rival de Alvalade e conseguiu dar uma pequena alegria aos seus desmoralizados adeptos que, como era de esperar, viraram as costas ao dérbi. Como os do Sporting fizeram o mesmo, o Restelo apresentava um aspecto desolador, quase vazio. Uma tristeza!”

No entanto, a partida de repetição nem para a história ficou, pois dias mais tarde a FIFA decidiu contrariar a decisão da FPF e o jogo foi anulando, voltando tudo à estaca zero e ficando o Sporting com os três pontos. Terá sido mesmo o(s) dérbi(s) mais invulgar(es) da história."



QUALQUER SEMELHANÇA COM A ACTUALIDADE É PURA COINCIDÊNCIA...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Formação Made in Seixal

Nos últimos dias temos assistido a uma avalanche de erros cometidos por novos árbitros, formados localmente no Seixal. Atente-se por exemplo neste jogo protagonizado pela nova estrela dos vermelhos, Bruno Vieira (curioso o apelido):

Reparam como nos últimos minutos foi capaz de validar um golo ilegal ao benfica e duas grandes penalidades contra a equipa da casa. Porque teve este árbitro este comportamento? Vejamos:


O que se encontrava a festejar este jovem prodígio da arbitragem nacional? A vitória do benfica sobre o Marítimo.

Reparem na "mural" deste senhor. Caso chegue à primeira divisão, pedirá para não arbitrar jogos do benfica. Parece que isso não inclui os jogos da sua equipa B. Provavelmente conseguiu cumprir o seu sonho de criança de vestir de vermelho...

Quando parecia que a coisa não podia melhorar, eis que se revela esta pérola:
Quem é este senhor? O prodígio da arbitragem responde:

Ou seja, esta figura de nome Bruno Vieira, é filho do famoso árbitro de hóquei em patins Jaime Vieira, conhecido pelos seus constantes roubos a favor do benfica. Vá-se lá saber porquê...

Este é apenas um dos muitos exemplos que poderíamos ir buscar, são vários os ex-membros de claques que o benfica foi colocando ao longo dos anos no seio da arbitragem portuguesa, cada vez mais teremos exemplos como este no primeiro escalão.

Cabe-nos a nós combater este gigante polvo, este manto protector, de forma a limpar de vez esta sanguessuga que chupa tudo à sua volta. Se queremos que nos respeitem, temos de merecer esse respeito. Não será com atitudes destas que o conseguiremos:


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Resoluções de ano novo para o Jorge Nuno

Aproveitando para desejar a todos um bom 2017, deixo aqui uma lista de resoluções para o Jorge Nuno para o corrente ano:

  • Provavelmente seria boa ideia passar menos tempo em Santo Tirso e mais no Porto (não foi ao treino aberto por motivos de agenda, uma pessoa que ganha mais de meio milhão de euros por ano?!)
  • Seria interessante que começasse a ser mais incisivo na defesa do clube como fazia o seu antecessor Pinto da Costa
  • Evitar rir-se em jogos que estão a correr manifestamente mal, quer por culpa própria, quer por culpa de outros (por exemplo no da taça da liga contra o moreirense)
  • Expulsar de vez o seu filho Alexandre dos corredores do Dragão, como fez anteriormente o seu antecessor Pinto da Costa
  • Correr com todos os chupistas que abundam no Dragão
  • Acabar com as comissões
  • E por fim, ganhar vergonha na cara e DIMITIR-SE!